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Pesquisadores brasileiros participam de negociações da ONU sobre direitos da população negra

Grupo da UFSB integra sessões que discutem a implementação da Declaração de Durban e a proteção dos direitos de pessoas afrodescendentes
O Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo na Universidade de Lomé, em Togo.

O Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo na Universidade de Lomé, em Togo.

— Reprodução/UFBS

14 de fevereiro de 2026

O Grupo de Pesquisa Pensamento Negro Contemporâneo, da Universidade Federal do Sul da Bahia (UFSB), participou de um dos mais importantes encontros da Organização das Nações Unidas (ONU) voltados ao enfrentamento do racismo e à promoção da justiça racial em escala global.

Os pesquisadores participaram da 25ª sessão do Grupo de Trabalho Intergovernamental sobre a Implementação Efetiva da Declaração e do Programa de Ação de Durban. O espaço é responsável por coordenar a elaboração da futura Declaração das Nações Unidas sobre o respeito, a proteção e a eficácia dos direitos humanos das pessoas afrodescendentes. 

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Na abertura da sessão, a professora Maria do Carmo Rebouças destacou a centralidade do mecanismo da ONU como espaço estratégico de negociação do novo instrumento internacional. 

A docente ressalta que o avanço nas negociações é fundamental para que o enfrentamento ao racismo produza transformações estruturais duradouras, promovendo igualdade substantiva e democracias inclusivas.

Além da atuação na ONU, os pesquisadores também participaram do 9º Congresso Pan-Africano, realizado em dezembro de 2025, em Lomé, no Togo. O professor Richard Santos, integrante do comitê do evento, participou do encontro após ter sido relator da Conferência da Diáspora Africana nas Américas, realizada em Salvador, em agosto de 2024.

A Declaração Final do Congresso, conhecida como Carta de Lomé, reafirma o pan-africanismo como marco estratégico da emancipação africana no século XXI e convoca os Estados africanos e os países que abrigam populações afrodescendentes a atuarem de forma articulada no cenário internacional.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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