O deputado estadual Átila Nunes (MDB) anunciou nas redes sociais que, até o dia 1º de janeiro de 2026, haverá uma mobilização para receber denúncias de racismo religioso e de tentativas de impedir manifestações de religiões de matriz africana durante o período de fim de ano. A iniciativa foi batizada de “Plantão do Axé”.
Na publicação, o parlamentar que também integra as Comissões de Combate à Intolerância Religiosa da OAB-RJ e da Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro (Alerj) reforçou que não é necessária “autorização da prefeitura, do governo do estado ou federal para realizar sessões [religiosas] nas praias, florestas e nas cachoeiras”. “É absolutamente livre”, afirmou, acrescentando que essas tradições são um direito constitucional.
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O plantão, declarou Nunes, funcionará para acionar autoridades competentes em municípios e estados e tem como objetivo coibir intimidações, preconceito e tentativas de silenciamento.
A tradição de fim de ano reúne praticantes das religiões afro-brasileiras no litoral para homenagear Iemanjá, orixá das águas salgadas. Os rituais incluem a entrega de oferendas como flores, velas, manjar, melão e outros alimentos, lançados ao mar como forma de agradecimento e renovação da fé.
A celebração, presente em religiões de matriz africana como na umbanda e no candomblé, ocorre tanto no Réveillon quanto no dia 2 de fevereiro, data dedicada à divindade conhecida como Rainha do Mar.
A Alma Preta tentou contato com o gabinete do deputado, mas não houve retorno. O espaço segue aberto. A OAB-RJ esclareceu à Alma Preta que, apesar do vínculo com o deputado, a instituição não participa da iniciativa do plantão.