A Promotoria de Justiça Criminal prendeu, nesta terça-feira (24), dois policiais militares investigados pela morte de um jovem durante uma abordagem na cidade de Piracicaba, no interior paulista. Outros quatro PMs foram afastados das funções operacionais.
Gabriel Junior Oliveira Alves da Silva, 22 anos, foi baleado na cabeça por policiais no dia 1º de abril, no bairro Vila Sônia, quando voltava para casa na companhia de Rebeca Miriam Alves, sua esposa grávida.
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O momento do disparo foi gravado à distância por moradores que testemunharam a ação. No vídeo, é possível ver um policial militar arrastar a mulher de Gabriel até uma viatura. Em um segundo registro, a vítima aparece caída no chão.
A operação que resultou na prisão dos agentes foi conduzida pela Corregedoria-Geral da Polícia Militar de SP em conjunto com o Ministério Público de São Paulo (MPSP). Além das prisões, outros seis mandados de busca e apreensão foram cumpridos na mesma ação.
Segundo o MPSP, as investigações em curso se referem tanto ao crime de homicídio quanto às denúncias de coação ao longo do processo. À época do crime, moradores relataram episódios de intimidação pelos agentes de segurança.
Em nota, o Ministério Público ressalta que, apesar do respeito à PMSP, é dever institucional investigar rigorosamente os casos de excessos de poder e violência policial.
“A Promotoria de Justiça Criminal de Piracicaba ressalta que todos estão submetidos ao Estado de Direito, sendo inafastável a apuração rigorosa de eventuais condutas ilícitas, independentemente da identidade dos investigados, em consonância com o papel constitucional do Ministério Público na defesa da ordem jurídica e no controle externo da atividade policial”, diz trecho do comunicado.
De acordo com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-SP), o caso é alvo de Inquérito Policial Militar (IPM) e é investigado pela 3ª Delegacia de Homicídios do Departamento Estadual de Investigações Criminais (Deic).