A Justiça Federal do Rio de Janeiro determinou, nesta quarta-feira (10), o julgamento via júri popular do policial rodoviário federal Thiago da Silva de Sá, acusado de matar Anne Caroline Nascimento Silva, de 23 anos, durante uma operação na Rodovia Washington Luiz, em 2023.
Segundo o Ministério Público Federal (MPF), autor da denúncia, o caso aconteceu na noite de 17 de junho, em um trecho próximo ao acesso à Linha Vermelha. Anne Caroline foi atingida por sete tiros e morreu no Hospital Estadual Getúlio Vargas. O condutor do veículo, Alexandre Roberto Ribeiro Mello, também foi alvo dos disparos, mas não sofreu ferimentos.
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Em nota, o órgão informou que os policiais iniciaram uma perseguição ao veículo das vítimas e efetuaram oito disparos. O último projétil feriu uma passageira de outro carro que transitava na via no momento do tiroteio.
Conforme aponta o MPF, os laudos periciais e os depoimentos colhidos durante a instrução confirmaram que os tiros foram disparados em direção ao veículo em movimento, o que demonstra a materialidade do crime doloso contra a vida.
A Justiça entendeu que Sá assumiu o risco ao efetuar disparos com arma de alto calibre contra o carro, configurando indícios suficientes de autoria. O magistrado também reconheceu causa de aumento de pena por descumprimento de regras técnicas que proíbem disparos contra traseiras de carros em casos de perseguição.
A sentença encerra a primeira fase do julgamento, que tem início na denúncia do MPF e vai à pronúncia do réu pela Justiça, isto é, quando o magistrado responsável profere o entendimento de que se trata de um crime doloso contra a vida. A segunda fase consiste no julgamento pelo Conselho de Sentença, formado por sete jurados, que condenarão ou absolverão o réu.
Apesar da determinação pelo júri popular, o policial Thiago da Silva de Sá aguardará o julgamento em liberdade.