O Ministério das Mulheres lançou na quinta-feira (2) o Protocolo Mulheres e Emergências Climáticas, que visa incorporar a perspectiva de gênero na gestão de riscos e desastres climáticos no país.
Voltado a gestoras e gestores públicos das três esferas de governo, o documento orienta a implementação do recorte de gênero em todas as etapas, desde a prevenção até a reconstrução, com foco na ampliação da proteção e no acesso a direitos de mulheres e meninas em contexto de crise climática.
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O protocolo é resultado da cooperação entre o ministério, a ONU Mulheres e a Agência Alemã de Cooperação Internacional (GIZ), com participação da sociedade civil.
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Segundo a pasta, o guia possui diretrizes em áreas estratégicas como defesa civil, saúde, assistência social, educação, trabalho e renda, planejamento urbano, meio ambiente e infraestrutura.
Também estão incluídos materiais para qualificar a gestão pública, ampliar o acesso a financiamentos e promover respostas baseadas em evidências científicas.
Em nota, o Ministério das Mulheres declarou que o planejamento reconhece que mulheres e meninas são desproporcionalmente impactadas pelas mudanças climáticas, principalmente aquelas em situação de maior vulnerabilidade, como negras e indígenas.