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Relatório internacional propõe 10 prioridades para enfrentar a desinformação climática e ambiental

Documento do Fórum sobre Informação e Democracia orienta governos a reformar publicidade digital, proteger jornalistas e fortalecer governança da informação; Brasil e Armênia copresidiram grupo de trabalho
Imagem aérea de queimadas na cidade de Altamira, Estado do Pará.

Imagem aérea de queimadas na cidade de Altamira, Estado do Pará.

— Victor Moriyama/Greenpeace

13 de fevereiro de 2026

O Fórum sobre Informação e Democracia divulgou nesta quinta-feira (12) um relatório internacional que estabelece dez prioridades para enfrentar a desinformação e fortalecer a integridade da informação sobre mudança do clima e meio ambiente. 

O documento é resultado do trabalho desenvolvido ao longo dos últimos 12 meses pelo Grupo de Trabalho sobre Integridade da Informação sobre Mudança do Clima e Meio Ambiente, copresidido pelos governos do Brasil e da Armênia.

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A iniciativa reuniu cerca de 100 formuladores de políticas públicas, pesquisadores e especialistas da sociedade civil de 30 países. O objetivo foi produzir recomendações concretas para governos e instituições diante do que organismos internacionais classificam como uma das principais ameaças globais contemporâneas, a desinformação climática.

Os primeiros resultados foram apresentados durante a 30ª Conferência das Nações Unidas sobre as Mudanças Climáticas (COP 30), realizada em Belém (PA), quando os países participantes endossaram a Declaração de Belém sobre Integridade da Informação sobre Mudança do Clima.

O relatório também contribui para a Iniciativa Global pela Integridade da Informação sobre Mudança do Clima, liderada pelo Brasil em parceria com a Organização das Nações Unidas e a Unesco. A proposta busca alinhar políticas nacionais a esforços multilaterais voltados à proteção do debate público e ao acesso a informações confiáveis sobre clima e meio ambiente.

Eixos centrais das recomendações

Entre as prioridades apontadas estão a incorporação da integridade da informação nos marcos de governança climática e ambiental, o enfrentamento à monetização da desinformação por meio da publicidade digital e o combate ao greenwashing por meio de maior transparência e responsabilização corporativa.

O relatório também destaca a necessidade de proteger jornalistas e defensores ambientais, considerados essenciais para o debate público informado, além de reforçar a liberdade e a sustentabilidade do jornalismo ambiental como bem público. Outro eixo central envolve o fortalecimento da comunicação científica, da integridade dos dados e da educação ambiental e midiática, com o objetivo de ampliar a resiliência social à desinformação.

As recomendações incluem o fortalecimento dos marcos regulatórios aplicáveis às plataformas digitais, com exigências de transparência e mecanismos de responsabilização por sistemas que amplificam conteúdos desinformativos. 

O documento também defende a ampliação da pesquisa, do monitoramento e do compartilhamento de metodologias sobre desinformação ambiental e operações de influência.

Segundo o relatório, a integridade da informação deve ser reconhecida como elemento estrutural da ação climática eficaz e do fortalecimento da democracia, o que requer investimento em capacidades institucionais e coordenação multilateral.

O acompanhamento dessas iniciativas continuará nos próximos anos, com a previsão de publicação de um novo relatório internacional ainda em 2026.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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