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Seis PMs são denunciados por furto de fuzil e desmanche de carro na maior chacina do Rio

Segundo o Ministério Público, todos os policiais denunciados tentaram obstruir ou manipular as câmeras corporais
Policiais militares durante operação policial na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, em 24 de novembro de 2025.

Policiais militares durante operação policial na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro, em 24 de novembro de 2025.

— Pablo Porciúncula/AFP

1 de dezembro de 2025

O Ministério Público do Estado do Rio de Janeiro (MPRJ) denunciou seis agentes do Batalhão de Choque da Polícia Militar pelos crimes de peculato e furto qualificado, cometidos durante a Operação Contenção, a ação que culminou na maior chacina policial do Brasil. As informações foram divulgadas pelo órgão nesta segunda-feira (1). 

Em nota, o órgão informou que os 3º sargentos Vinicius Pereira Silva Vieira e Charles William Gomes dos Santos foram denunciados por peculato após o furto de um fuzil semelhante ao modelo AK-47, em uma residência onde cerca de 25 homens já haviam se rendido. 

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O subtenente Marcelo Luiz do Amaral, o sargento Eduardo de Oliveira Coutinho e outros dois policiais foram denunciados pelo crime de furto qualificado decorrente do desmanche de um veículo encontrado estacionado na Vila Cruzeiro, no complexo da Penha. 

De acordo com o MPRJ, as investigações apontam que os policiais levaram o tampão do motor, o farol e a capa dos retrovisores, além de tentar impedir que as câmeras corporais registrassem o ato. Para o órgão, houve tentativa deliberada de manipular e obstruir o funcionamento dos equipamentos por todos os denunciados.

“Em diferentes momentos, os agentes tentaram cobrir, retirar ou desviar o campo de visão das câmeras, prejudicando a produção de provas e distorcendo a documentação das ações policiais”, diz trecho do comunicado.

Operação Contenção

Com um total de 121 mortos, a ação foi deflagrada nos complexos do Alemão e da Penha e acumula denúncias de execução, violência contra moradores, prisões arbitrárias e impedimento na liberação dos corpos das vítimas. Na época, em entrevista à AFP, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) classificou o episódio como “massacre”.

Em novembro, o ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), solicitou a preservação integral das provas e elementos materiais relacionados à ação, além da relação de policiais equipados com câmeras corporais.

O Ministério Público Federal (MPF) também investiga o caso e requisitou, em novembro, informações sobre o eventual uso de recursos do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) na operação. 

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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