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Shopping em São Paulo é processado por racismo contra adolescente negro

A ação ajuizada pela Defensoria Pública afirma que o jovem estava com colegas na praça de alimentação quando foi discriminado por uma funcionária terceirizada
Uma placa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP).

Uma placa da Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP).

— Reprodução/DPESP

20 de outubro de 2025

A Defensoria Pública do Estado de São Paulo (DPESP) ajuizou, nesta segunda-feira (20), uma ação civil pública contra o Shopping Pátio Higienópolis, na capital paulista, e uma empresa terceirizada por um caso de racismo contra um adolescente.

De acordo com o órgão, o episódio ocorreu em abril deste ano. O jovem estava na praça de alimentação com os colegas e foi abordado de forma discriminatória por uma funcionária terceirizada do estabelecimento.

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Testemunhas relatam que a mulher havia perguntado aos colegas brancos se o adolescente os incomodava. A cena foi presenciada por professores, que acompanhavam os estudantes. 

Além de uma indenização no valor de R$ 759 mil, o processo solicita que o shopping e a empresa terceirizada ofereçam bolsa permanente para garantir a continuidade nos estudos, acompanhamento médico e psicológico gratuito ao jovem. A DPSP também requer um pedido de desculpas formal e público, publicado no Diário Oficial do Estado e em jornal de grande circulação. 

Em nota, a Defensoria informou que, além da reparação à vítima, a ação tem o objetivo de sinalizar a necessidade do combate ao racismo em todos os espaços, garantindo o respeito, a dignidade e a igualdade de oportunidades para todas as crianças e adolescentes. 

Os defensores responsáveis pela ação ressaltam que os reflexos do racismo na vida e saúde da população preta são profundos e, muitas vezes, insuperáveis. 

“Estar exposto sistematicamente a situações de segregação e degradação, a exemplo de ser acusado de estar importunando uma colega somente pela sua cor de pele, pode ocasionar severos danos psicológicos e emocionais, em especial quando a vítima é criança ou adolescente”, apontam.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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