PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Teatro de Contêiner sofre reintegração de posse após quase 10 anos de ocupação artística

Gestão de Nunes lacra espaço ocupado há quase 10 anos pelo Teatro de Contêiner sem permitir que os pertences fossem retirados
A imagem mostra o Teatro de Contêiner, no centro de São Paulo.

A imagem mostra o Teatro de Contêiner, no centro de São Paulo.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência

16 de janeiro de 2026

A Prefeitura de São Paulo retomou, nesta quinta-feira (15), a posse da área ocupada pelo Teatro de Contêiner Munguzá, na Luz, região central da capital paulista. O local foi lacrado pela administração municipal, chefiada por Ricardo Nunes (MDB).

O espaço era utilizado pela Cia Munguzá e pela ONG Tem Sentimento desde 2016 e se tornou uma ocupação artística e sociocultural na área da região conhecida como Cracolândia. A primeira ordem de desocupação ocorreu em maio de 2025. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Em agosto do mesmo ano, uma ação truculenta da Guarda Civil Metropolitana (GCM) realizou o despejo dos artistas da organização à força, com o uso de spray de pimenta. O Ministério da Cultura (MinC), à época, repudiou o caso.

O fechamento definitivo do teatro cumpre a decisão da 5ª Vara da Fazenda Pública, do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), após o final do prazo de permanência dado ao grupo. Inicialmente, uma liminar foi concedida com o limite de 180 dias para a ocupação do terreno. Porém, o prazo foi reduzido para 90 dias.

Em declaração publicada pela Agência Brasil, os integrantes da companhia teatral informaram que a prefeitura não os informou sobre a interdição do local para que pudessem pegar seus pertences e realizar a mudança para o novo endereço, na rua Helvétia, também no Centro de São Paulo. 

De acordo com a gestão de Nunes, na área desocupada, serão construídas unidades habitacionais populares. A ação também serviria para a revitalização do entorno.

Texto com informações da Agência Brasil*

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano