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TCE suspende contratação de PMs reformados para trabalhar em escolas estaduais de SP

TCE determinou a paralisação temporária da implementação do programa de escolas cívico-militares
Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP).

— Reprodução/TCESP

4 de setembro de 2025

O Tribunal de Contas do Estado de São Paulo (TCE-SP) suspendeu, na última quarta-feira (3), os processos seletivos abertos pela Secretaria de Estado da Educação (Seduc) para a contratação de monitores do Programa Escola Cívico-Militar nas unidades escolares estaduais. 

A determinação foi concedida na ação de representação iniciada no TCE pela deputada federal Luciane Cavalcante (PSOL-SP), pelo deputado estadual Carlos Giannazi (PSOL-SP) e pelo vereador da capital paulista Celso Giannazi (PSOL). 

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O processo destaca possíveis irregularidades no edital lançado pela Seduc para a seleção de policiais militares reformados como monitores do programa na rede estadual de educação. A ação questiona a falta de previsão orçamentária, a contratação temporária sem justificativa de excepcionalidade e a ausência de concurso público, além da criação de cargos comissionados. 

Na decisão, o conselheiro do TCE Renato Martins Costa, relator do processo, ressaltou que a Corte não julgou a constitucionalidade da lei que instituiu o programa, mas sim a legalidade administrativa, orçamentária e financeira do Poder Executivo. 

O parecer determina a interrupção imediata de todos os processos seletivos em andamento e proíbe a publicação de novos editais, chamamentos ou o início das atividades do programa até nova deliberação do Tribunal.

À Seduc, o TCE solicitou informações detalhadas sobre os editais publicados, a fase em que se encontram e os valores de gastos previstos ou já realizados, com um prazo de 10 dias úteis para o esclarecimento.

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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