Os 27 países membros da União Europeia (UE) rejeitaram, nesta terça-feira (21), a suspensão parcial do Acordo de Associação com Israel, em vigor desde 2000, que cria uma zona de comércio condicionada ao respeito pelos direitos humanos. A informação foi divulgada pela agência francesa AFP.
O impasse ocorreu na reunião dos ministros dos Negócios Estrangeiros da União Europeia, que debateu a adoção de novas sanções ao território israelense. As políticas foram demandadas por diversos Estados, incluindo Espanha, Eslovênia e Irlanda.
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A resolução em questão regula as relações políticas, econômicas e de cooperação entre as partes. O tratado também prevê a eliminação de tarifas para produtos industriais e condições específicas para o comércio agrícola. No entanto, a norma prevê uma cláusula essencial de respeito aos direitos fundamentais e princípios democráticos.
Para o ministro de Relações Exteriores espanhol, José Manuel Albares, a União Europeia não deve ignorar as violações sistemáticas do direito internacional e dos direitos humanos cometidas por Israel na Faixa de Gaza. A proposta, porém, não atingiu a maioria necessária de votos entre os países.
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Antonio Tajani, ministro das Relações Exteriores da Itália, afirmou que o bloqueio não seria útil, pois poderia prejudicar toda a população israelense. A permanência da UE no acordo também foi defendida pelo ministro da Alemanha, Johann Wadephul, que classificou a proposta como “inapropriada”.