PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Vice-prefeito de São José do Rio Preto vira réu por injúria racial contra segurança do Palmeiras

Durante discussão após uma partida de futebol, o vice-prefeito de São José do Rio Preto chamou o segurança de “macaco velho”
O vice-prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Marcondes.

O vice-prefeito de São José do Rio Preto, Fábio Marcondes.

— Reprodução/Instagram

22 de agosto de 2025

O Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) tornou na quinta-feira (21) o vice-prefeito da cidade de São José do Rio Preto (SP), Fábio Marcondes (PL), réu por injúria racial, após o político chamar um segurança negro do Palmeiras de “macaco”, em fevereiro deste ano. 

Na ocasião, o vice-prefeito foi filmado discutindo com o funcionário no fim de uma partida pelo Campeonato Paulista, que ocorreu no Estádio José Maria de Campos Maia, em Mirassol (SP). Durante a briga, Marcondes chamou o trabalhador de “macaco velho”, entre outros xingamentos. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

À época, o vice-prefeito solicitou licença médica da função e exoneração por tempo indeterminado do cargo de secretário de Obras, que também exercia na gestão municipal. 

A 1ª Vara da Comarca de Mirassol acatou o pedido do Ministério Público do Estado de São Paulo (MPSP), que destaca que o réu ofendeu a dignidade do segurança em razão de sua raça e cor. 

Além da perda de mandato, o MPSP solicita a instauração de um processo penal, a condenação e a aplicação de uma indenização por danos morais de, no mínimo, 50 salários mínimos. O valor equivale a mais de R$ 70 mil. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano