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‘Me engrandece saber que quem ouve minha música se sente melhor’, conta Melly às vésperas de estreia no The Town

Artista baiana premiada conversou com a Alma Preta sobre o reconhecimento de seu trabalho e a empolgação para a apresentação em um dos maiores festivais do Brasil
A cantota e compositora Melly.

A cantota e compositora Melly.

— Divulgação/Melly

7 de setembro de 2025

A cantora baiana Melly se apresentará pela primeira vez na segunda edição do The Town, no dia 13 de setembro. Com apenas 24 anos, a artista é uma das recentes revelações da cena musical brasileira e promete uma apresentação marcada pela mistura de ritmos e pela força da representatividade. 

Melly dividirá o Palco The One com o grupo Os Garotin, em um encontro que deve somar as diferentes linguagens musicais dos artistas.

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Indicada ao Grammy Latino de 2024 na categoria Melhor Álbum de Música Latina com o disco “Amaríssima”, Melly concorreu ao lado de nomes como Ivete Sangalo, Iza e Os Garotin. No mesmo ano, também foi premiada no WME Awards 2024 como Melhor Compositora.

Para a cantora, o reconhecimento é importante, mas a missão vai além das premiações: “O Grammy foi um desses processos para eu reconhecer que o que eu faço tem valor. Minha missão é passar uma mensagem com princípio e propósito. O que me engrandece é saber que quem me escuta se sente melhor a partir da minha música”, contou em entrevista à Alma Preta.

Nascida em Salvador, Melly já soma mais de 50 composições que exploram temas como ancestralidade, amor, vulnerabilidade e resistência, sempre com a marca da “baianidade”. Sua obra mescla R&B, soul, samba-reggae, axé e afro percussividade. 

A artista compartilhou sua empolgação para a estreia no The Town. “Eu vou chegar no The Town com a minha arte completa. O que consumo de música tem muito a ver com o que internalizo de repertório e de cultura. Me identifico muito com a Bahia e isso precisa perdurar, se renovar e se transmutar. É um legado bonito, que não pode se esmaecer. Vai ter muito axé e dendê pra gente curtir”, pontuou.

Durante a entrevista, Melly também falou sobre sua trajetória pessoal, como uma mulher negra, nordestina e LGBTQIAPN+ Para a artista, se apresentar em um dos maiores festivais de música do país será também um processo de reconhecimento e superação. 

“De uns tempos pra cá, eu tenho mudado muito. Sempre fui muito tímida, não reconhecia o valor da minha história, o peso do que eu tinha para passar de mensagem para as pessoas que me escutam. Muitas coisas me mostraram que o que eu fazia tinha valor e que o meu objetivo tinha uma missão: representar milhares de outras vozes que se aglomeram junto com a minha.

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  • Estudante de Jornalismo na USJT e moradora da periferia da zona sul de São Paulo, atua na comunicação inclusiva e acessível, com foco no jornalismo periférico. Comprometida com a valorização da cultura indígena e com a ampliação do espaço das mulheres na sociedade, também é apaixonada por música e cinema nacional.

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