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Canal Brasil exibe série de filmes sobre vivências negras

Programação com filmes, série e show que celebram narrativas negras no audiovisual vai ao ar em 27 de abril
Cenas do documentário “Eu Não Ando Só”, exibido pelo Canal Brasil.

Cenas do documentário “Eu Não Ando Só”, exibido pelo Canal Brasil.

— Divulgação

26 de abril de 2026

Canal Brasil exibe nesta segunda-feira (27), a partir das 20h, a faixa Negritudes, com 12 horas seguidas de programação dedicada a obras que destacam diferentes perspectivas e vivências negras.

A seleção traz a estreia do documentário “Eu Não Ando Só” e reúne ainda longas-metragens, uma série e um show musical, compondo um panorama diverso de histórias, estéticas e trajetórias.

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O documentário de estreia é dirigido por Glenda Nicácio e mergulha na Festa de Nossa Senhora da Boa Morte, no Recôncavo Baiano, para evidenciar a força da vida em comunidade como prática de resistência, fé e cuidado coletivo.

O filme acompanha a Irmandade da Boa Morte — formada por mulheres negras — e destaca sua relevância histórica e espiritual, revelando ao público um patrimônio vivo da cultura afro-brasileira marcado por memória, ancestralidade e vínculos afetivos.

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Na sequência, “Café com Canela”, de Glenda Nicácio e Ary Rosa, apresenta a história de mulheres atravessadas pelo luto e pela reconstrução de laços, em um drama sensível sobre afeto, memória e recomeço. No drama “Ilha”, também de Glenda e Ary, um jovem busca realizar seu primeiro filme, em uma narrativa metalinguística que mistura humor e crítica social ao explorar questões de representação e marginalidade.

A faixa também apresenta uma maratona da série “Navio do Sertão”, de Patrícia Pinheiro, com quatro episódios que percorrem histórias e personagens ligados ao sertão brasileiro, com uma abordagem que conecta território, cultura e identidade.

Já o suspense “Maputo Nakuzandza”, de Ariadine Zampaulo, leva o público a Moçambique para acompanhar encontros e afetos que atravessam fronteiras geográficas e culturais, em uma narrativa que articula memória e ancestralidade.

Em seguida, “Amor Maldito”, de Adélia Sampaio, traz um marco do cinema brasileiro ao retratar uma história de amor entre duas mulheres, abordando preconceito e justiça em um contexto ainda pouco explorado à época.

“Terror Mandelão”, de Felipe Larozza e GG Albuquerque, mistura elementos do horror com a cultura periférica, criando uma experiência estética singular que dialoga com música e cotidiano urbano.

Encerrando a faixa, o “Show: Milton Nascimento – Uma Travessia”, de Régis Faria e Darcy Bürge, revisita a trajetória do artista em uma apresentação que celebra sua obra e sua contribuição para a música brasileira.

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