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Clementina de Jesus é homenageada em exposição no Metrô de São Paulo

Exposição convida o público a mergulhar na trajetória e na voz de uma das maiores referências do samba brasileiro
A sambista Clementina de Jesus.

A sambista Clementina de Jesus.

— Reprodução/Redes sociais

23 de novembro de 2025

A Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo, sedia até outubro de 2026 uma homenagem à Clementina de Jesus, sambista que marcou a história da música brasileira. A homenagem faz parte do Projeto Centenários, realizado pelo Instituto Motiva, em uma exposição interativa que celebra sua trajetória, sua voz única e seu legado no resgate dos cantos negros tradicionais e na popularização do samba.

A mostra convida o público a mergulhar em uma experiência imersiva que conecta arte, memória e representatividade, celebrando o legado da sambista. Com mais de 66 peças distribuídas por toda a estação, a montagem apresenta painéis como “A Vida de Clementina de Jesus”, que retrata a biografia da artista por meio de um mapa do Rio de Janeiro, sua cidade de origem, e a vitrine “O Samba é Nosso”, que exibe réplicas dos principais instrumentos de samba utilizados ao longo de sua carreira.

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As pilastras da estação exibem algumas das citações mais marcantes da artista, e um painel especial destaca palavras brasileiras que refletem a ancestralidade africana.

O público também pode realizar suas viagens ao som da rainha negra do samba: portas, paredes e janelas do vagão foram decoradas com citações e elementos que remetem à cantora, enquanto as escadas da estação receberam adesivos com letras de suas músicas. Além disso, a exposição conta com uma obra em grafite assinada pelo artista NegroMuro, inspirada nos grafites da Pequena África, no centro do Rio, trazendo ainda mais identidade cultural ao espaço.

A sambista Clementina de Jesus ganhou uma exposição em sua homenagem na Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo.
A sambista Clementina de Jesus ganhou uma exposição em sua homenagem na Estação Vila Sônia, da Linha 4-Amarela do Metrô de São Paulo. Divulgação/ Charles Trigueiro

Nascida em 1901, na cidade de Valença (RJ), um tradicional reduto de jongueiros, Clementina de Jesus teve papel fundamental no resgate dos cantos negros tradicionais e na difusão do samba. Neta de pessoas escravizadas, tornou-se um elo vivo entre a cultura brasileira e suas raízes africanas. Ganhou os palcos aos 63 anos, após ser descoberta por Hermínio Bello de Carvalho, e, desde então, sua voz abriu caminhos para que artistas como Dona Ivone Lara, Alcione, Leci Brandão e tantas outras mulheres pudessem ecoar com a mesma força e liberdade.

A curadoria da mostra é assinada por Isa Ferraz e Marco Ferraz, e possui acessibilidade com audiodescrição, vídeos em Libras e outros recursos desenvolvidos em parceria com a Escola Gente. A mostra também possui selo de carbono neutro, o que indica que ao longo de sua realização, todas as emissões de gases de efeito estufa foram neutralizadas.

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