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Escritora angolana vence ‘Prêmio Camões’, maior premiação de literatura da língua portuguesa

O prêmio reconhece autores que contribuíram para o patrimônio da literatura lusófona e tem paga 100 mil euros ao vencedor (cerca de R$ 620 mil)
A escritora, poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares.

A escritora, poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares.

— Reprodução/Ozias Filho

9 de outubro de 2025

A escritora, poeta e historiadora angolana Ana Paula Tavares foi anunciada, na manhã desta quarta-feira (8), como a vencedora do Prêmio Camões 2025, o principal da literatura em língua portuguesa. A premiação reconhece autores cuja obra tenha contribuído de forma significativa para o enriquecimento do patrimônio literário e cultural da língua portuguesa.

Criado em 1988, o Prêmio Camões visa fortalecer os laços culturais entre Brasil e Portugal, países que integram a Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP). A premiação é concedida com apoio da Fundação Biblioteca Nacional (FBN) — vinculada ao Ministério da Cultura do Brasil (MinC) — e do Governo de Portugal.

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Como forma de reconhecimento, Ana Paula Tavares receberá um valor de 100 mil euros (cerca de R$ 620 mil), quantia que coloca o prêmio entre os maiores do cenário literário mundial.

Nascida em 1953, na província de Huíla, sul de Angola, Ana Paula Tavares iniciou sua graduação em História na Faculdade de Letras do Lubango, atual Instituto Superior de Ciências da Educação da Huíla. Também concluiu a formação na Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa e obteve mestrado em Literaturas Africanas. Aos 72 anos, atualmente é professora na Universidade Católica de Lisboa.

Representantes de países lusófonos celebram escolha

A escolha da autora foi feita por um júri internacional composto por representantes dos países de língua portuguesa que integram a CPLP: Brasil, Portugal, Angola, Guiné-Bissau, Cabo Verde, Moçambique, Timor Leste e São Tomé e Príncipe.

Nesta edição, o juri foi formado pelo professor José Carlos Seabra Pereira da Universidade de Coimbra em  Portugal; a professora, poeta e ensaísta Ana Mafalda Leite da Universidade de Lisboa também em  Portugal; o professor Francisco Noa da Universidade Eduardo Mondlane de Moçambique; a professora e pesquisadora Lucia Santaella da Pontifícia Universidade Católica (PUC-SP) do , Brasil; o professor, historiador, advogado e membro da Academia Brasileira de Letras, Arno Wehling; e o escritor e crítico literário Lopito Feijó, de Angola.

Segundo o júri, o prêmio foi concedido à autora pela “coerente trajetória de criação estética” e pelo “resgate da dignidade da poesia” presente em toda a sua obra.

Representantes do governo brasileiro celebraram a escolha, entre eles a ministra da Cultura, Margareth Menezes, que destacou a importância da obra de Ana Paula Tavares para a literatura lusófona.

“Premiar a Ana Paula Tavares é celebrar a força e a beleza da literatura lusófona. Sua poesia, tecida de memória, resistência e afeto, revela a potência das vozes africanas e femininas que enriquecem os patrimônios culturais. Reconhecemos sua obra como laços profundos que unem Brasil, Angola e todos os países da lusofonia pela arte, pela palavra e pela história compartilhada”, declarou em comunicado à imprensa.

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  • Thayná Santana

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