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História da Pequena África ganha exposição imersiva no Rio de Janeiro

Mostra interativa no MUHCAB tem previsão de abertura em 27 de março; confira
Duas pessoas, um homem e uma mulher, sorrindo e usando óculos de realidade aumentada.

Duas pessoas, um homem e uma mulher, sorrindo e usando óculos de realidade aumentada.

— Divulgação/MUHCAB

8 de março de 2026

Com abertura prevista para o dia 27 de março, a exposição “Território inventivo Pequena África” levará para o Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB) uma perspectiva histórica sobre a região que engloba atualmente sete bairros do Rio de Janeiro e que foi fundamental para a formação da cultura brasileira. 

Projeto do Instituto CIRCOMUM, organização que, entre outros projetos, faz a gestão do Circo Crescer e Viver e do Museu Casa Darcy Ribeiro, a exposição transpõe para o espaço do MUHCAB o conteúdo da plataforma Território Inventivo, que recupera a historiografia da região e mostra como as intervenções urbanas destruíram a vitalidade criativa do território.

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Berço de algumas das manifestações mais centrais na construção da identidade cultural nacional, a Pequena África – que compõe uma região do Rio de Janeiro hoje formada pelos bairros da Saúde, Gamboa, Santo Cristo, Centro, Catumbi, Estácio e Cidade Nova, incluindo os morros da Providência, Livramento, Pinto, Conceição e São Carlos – é um território onde se desenvolveram e consolidaram os formatos modernos da cultura popular e tantas outras expressões artísticas afrocariocas, judaicas e ciganas.

Segundo Junior Perim, Diretor do Instituto CIRCOMUM, a ideia de transformar o conteúdo da plataforma, criada em parceria com a Prefeitura do Rio, por meio da Casa Civil,  em uma exposição evoluiu para a proposta de alocar o material como parte do acervo permanente do MUHCAB, a partir de parceria firmada com a Secretaria Municipal de Cultura e da oportunidade gerada pela área de ESG da VIBRA energia, que patrocina a iniciativa, financiada através da Lei Rouanet, em sua política de valorização do território onde mantém a sua sede. 

“É uma exposição de arte e tecnologia, com ambiente imersivo, uso de inteligência artificial e realidade aumentada, ocupando duas salas permanentemente. O projeto também inclui o financiamento da organização de todo o acervo e reserva técnica do MUCAB, que será transferido para a plataforma e geolocalizado”, acrescenta.

Segundo Perim, a plataforma Território inventivo é uma ferramenta de dados e pesquisa que precisa ser ativada para ganhar visibilidade: “Ela é a concretização de um compromisso cívico em resgatar, também no campo do simbólico, a prosperidade do território onde vivemos. Mais do que símbolos, memórias são parte do patrimônio urbano, cultural e imaterial, além de fator indiscutível no sucesso da modernização de cidades por todo o mundo ao longo do século XXI”.

O que o público encontrará na exposição

Maquete interativa 

Mapa físico em 2D com uma interpretação artística do mapa do território da Pequena África. Em maquetes volumétricas, poderão ser vistos: Largo da Prainha, Pedra do Sal, Morro da Conceição, Jardim Suspenso do Valongo, Docas Dom Pedro II, Cais do Valongo, Praça dos Estivadores, Cemitério Pretos Novos, MUHCAB, GRES Estácio de Sá, Sambódromo, Terreirão do Samba, Monumento Zumbi dos Palmares, Largo do Estácio, Morro do Estácio, Morro da Providência, Sede da Vibra, Museu do Amanhã e Praça Mauá.

Linha do tempo 

Nesta plataforma digital haverá uma animação em looping em que se poderá acompanhar de forma dinâmica animada, a história do espaço, destacando a importância do equipamento cultural. A ideia é dar visibilidade e leitura de forma ágil e digital para as informações relevantes da história do MUHCAB.

Espelhos interativos com personagens

Ao se aproximar da tela, o visitante se vê na tela a partir da captura de sua imagem por uma câmera mobile de um smartphone. Nesta estrutura tótem, o visitante escolhe um marcador, aponta para a câmera da tela e personagens históricos relevantes para o território com seus respectivos verbetes na plataforma aparecem em realidade aumentada de forma tridimensional. São esculturas 3D que estarão dispostas no “espelho” integradas à imagem do visitante.

Os personagens refletidos serão André Rebouças, Beth Carvalho, Chiquinha Gonzaga, Conceição Evaristo, Doutor Jacarandá, Gonzaguinha, Heitor dos Prazeres, Hilário Jovino, João Candido, João do Rio, Luiz Melodia, Machado de Assis, Mercedes Baptista, Pixinguinha, Tia Ciata, Zumbi dos Palmares.

Mapa interativo touchwall da diáspora 

É uma parede informativa sobre as rotas dos escravizados partindo da África. 

Totem Territórios Inventivos Pequena África 

Tótem digital no qual a Plataforma Territórios Inventivos Pequena África estará disponível para uso pelos visitantes.

Painel origens 

Uma estrutura digital informativa cujo objetivo é tratar das origens e da diáspora.  

Personagens em Realidade Aumentada 

Com o objetivo de ocupar um espaço phygital, em que o digital é acionado a partir de marcadores, personagens relevantes tridimensionais também estarão dispostos para acesso e integração via celular e câmera do visitante. Assim, estarão dispostos por espaços no MUHCAB, marcadores nas paredes, a partir dos quais os personagens aparecerão, permitindo que se façam fotos e compartilhamento com os visitantes.

Óculos e tablets

A equipe do educativo do MUHCAB ganhará do Instituto CIRCOMUM um conjunto de dois óculos Meta 3 e dois tablets cujo objetivo será a integração da narrativa do educativo com o conteúdo expositivo em Realidade Aumentada. 

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