O Spotify lançou uma nova edição da Spotify Sessions que aproxima duas referências da música contemporânea: KayBlack, um dos nomes centrais do trap no Brasil, e Burna Boy, artista nigeriano reconhecido internacionalmente e vencedor do Grammy.
A gravação ocorreu em um estúdio intimista e buscou evidenciar como ritmos urbanos brasileiros dialogam com sonoridades africanas em uma construção que valoriza criação coletiva e trocas musicais.
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A proposta da plataforma foi reunir os artistas em um ambiente que permitisse revisitar obras, experimentar arranjos e revelar conexões entre as trajetórias de ambos. Para KayBlack, participar da Session representa reconhecimento e abertura de novos caminhos.
“É uma satisfação imensa ter sido escolhido pelo Spotify. E dividir essa Spotify Session com o Burna Boy foi incrível — colaboramos muito, trocamos ideias e fomos super bem acolhidos. Espero que todo mundo sinta a vibe que colocamos nessas músicas e absorva a mensagem que queremos passar. Ter o apoio do Spotify é algo que me anima demais!”, celebrou em nota à imprensa.
Repertório inclui músicas de ambos os artistas
A direção visual da Session ficou a cargo de Junior Scoz. A produção musical foi assinada por Fejuca e Nave, que buscaram construir uma sonoridade alinhada às características de KayBlack e Burna Boy. O repertório apresenta novas versões de faixas já conhecidas pelos fãs, como “No Panic” e “TaTaTa”, de Burna Boy, cuja gravação original inclui participação de Travis Scott e agora recebe a presença de KayBlack.
Para o produtor Nave, o projeto transcende a música. “Foi incrível participar de um projeto como esse que proporcionou um encontro de dois artistas de continentes diferentes, mas com tantas coisas em comum“, disse. Ele destacou a interação entre Burna Boy, “um artista do tamanho” do nigeriano, e KayBlack, “um artista em ascensão”.
O projeto também revisita músicas de KayBlack, entre elas “Cartas na Mesa”, “C’est la vie” e “Eis Me Aqui/Eu Sei Bem”. Cada faixa aparece como parte de uma ponte cultural que liga Brasil e Nigéria, reforçada pelos depoimentos dos produtores.
O produtor Fejuca reforçou a potência da mistura sonora. “É lindo ver meu povo se encontrando e se reconhecendo através da clave”, afirmou em nota. “Existe muito Brasil na Nigéria de Burna Boy, e existe muita Nigéria no Brasil de KayBlack.”