Fortaleza, capital do Ceará, recebe em 25 de março, Dia do Maracatu, o lançamento do livro digital “MÁQUINA MARACATU: um cortejo sem ninguém”, resultado de uma pesquisa científica que articula arte, educação e cultura popular a partir de experiências realizadas na cidade.
A publicação nasce de um conjunto de ações práticas desenvolvidas pelo grupo Gambiarra e Invenções Artísticas, que investigou, junto a estudantes da rede pública e ao público em geral, as relações entre corpo, cultura e os modos contemporâneos de convivência marcados pela presença das tecnologias digitais.
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Entre as experiências que deram origem à pesquisa está a intervenção cênica “Máquina Maracatu: um cortejo sem ninguém”, realizada em 2025. O projeto desloca o protagonismo da cena para o espectador, provocando uma experiência coletiva construída a partir da presença e da participação.
“Hoje, parte da convivência passa pelos meios eletrônicos, e isso desloca práticas coletivas para o campo da memória. A obra provoca o público a repensar sua presença na cultura”, afirma Caio César Vidal, encenador e produtor do grupo.
A pesquisa que fundamenta o livro foi desenvolvida em ambiente escolar e parte de uma questão central: é possível realizar um corte de Maracatu sem pessoas?
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A investigação sobre o Maracatu busca restabelecer conexões entre corpo, mente e sentidos, propondo alternativas ao uso excessivo de telas e ao distanciamento das experiências coletivas.
O catálogo digital será disponibilizado gratuitamente em formato digital nas redes da produtora, ampliando o acesso aos resultados da pesquisa e contribuindo para os campos da educação e das artes. Todo o processo criativo, depoimentos, métodos e fotos estarão disponíveis.