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Mãe Beata de Yemanjá é homenageada com o título de promotora da Igualdade Racial

A honraria reconhece a contribuição histórica da líder religiosa no combate ao racismo e na valorização das tradições afro-brasileiras
Cerimônia de entrega da placa em homenagem a Mae Beata de Yemanjá no terreiro Ilê Axé Omiojuarô em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro em 3 de Julho 2025.

Cerimônia de entrega da placa em homenagem a Mae Beata de Yemanjá no terreiro Ilê Axé Omiojuarô em Nova Iguaçu no Rio de Janeiro em 3 de Julho 2025.

— Reprodução/Rede Social

3 de julho de 2025

O Ministério da Igualdade Racial homenageou nesta quinta-feira (3) a ialorixá mãe Beata de Yemanjá com o título de Promotora da Igualdade Racial no Terreiro Ilê Axé Omiojuarô em Nova Iguaçu, na baixada fluminense. O prêmio reconhece a atuação política, sabedoria ancestral e contribuição na preservação das tradições afro-brasileiras.

Atualmente, o terreiro é conduzido pelo babalorixá Adailton Moreira Costa, que recebeu uma placa simbólica em nome da líder religiosa. A honraria também celebra a contribuição histórica da ialorixá na luta contra o racismo e na defesa dos direitos da população negra no país.

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Beatriz Moreira Costa, conhecida como Mãe Beata de Yemanjá nasceu em Cachoeira, na Bahia. Ela foi educadora, escritora e ativista dos direitos humanos e atuou na defesa das religiões de matriz africana,  promoção da justiça ambiental e no combate ao racismo.  Em 1985 fundou o terreiro Ilê Axé Omiojuaro, reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2015. Mãe Beata faleceu em Nova Iguaçu, em 2017.

A cerimônia contou com a presença de lideranças religiosas, parlamentares e autoridades, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a primeira-dama, Janja Lula da Silva.

Combate ao racismo ambiental

Durante o evento, também foi lançado o edital do Prêmio Mãe Beata de Yemanjá Contra o Racismo Ambiental, voltado ao reconhecimento de iniciativas que atuam no combate ao racismo ambiental.

A premiação selecionará 54 projetos de justiça ambiental já realizados ou em andamento por povos e comunidades tradicionais de terreiros de matriz africana. Cada iniciativa contemplada receberá R$ 15 mil.

As inscrições para o prêmio começam em 4 de julho. Mais informações estão disponíveis no site oficial do concurso.

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  • Thayná Santana

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