O Ministério da Igualdade Racial homenageou nesta quinta-feira (3) a ialorixá mãe Beata de Yemanjá com o título de Promotora da Igualdade Racial no Terreiro Ilê Axé Omiojuarô em Nova Iguaçu, na baixada fluminense. O prêmio reconhece a atuação política, sabedoria ancestral e contribuição na preservação das tradições afro-brasileiras.
Atualmente, o terreiro é conduzido pelo babalorixá Adailton Moreira Costa, que recebeu uma placa simbólica em nome da líder religiosa. A honraria também celebra a contribuição histórica da ialorixá na luta contra o racismo e na defesa dos direitos da população negra no país.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Beatriz Moreira Costa, conhecida como Mãe Beata de Yemanjá nasceu em Cachoeira, na Bahia. Ela foi educadora, escritora e ativista dos direitos humanos e atuou na defesa das religiões de matriz africana, promoção da justiça ambiental e no combate ao racismo. Em 1985 fundou o terreiro Ilê Axé Omiojuaro, reconhecido como Patrimônio Cultural pelo Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN) em 2015. Mãe Beata faleceu em Nova Iguaçu, em 2017.
A cerimônia contou com a presença de lideranças religiosas, parlamentares e autoridades, incluindo a ministra da Igualdade Racial, Anielle Franco, a ministra da Cultura, Margareth Menezes, e a primeira-dama, Janja Lula da Silva.
Combate ao racismo ambiental
Durante o evento, também foi lançado o edital do Prêmio Mãe Beata de Yemanjá Contra o Racismo Ambiental, voltado ao reconhecimento de iniciativas que atuam no combate ao racismo ambiental.
A premiação selecionará 54 projetos de justiça ambiental já realizados ou em andamento por povos e comunidades tradicionais de terreiros de matriz africana. Cada iniciativa contemplada receberá R$ 15 mil.
As inscrições para o prêmio começam em 4 de julho. Mais informações estão disponíveis no site oficial do concurso.