As artistas MC Lizzie e Anna Suav lançam, nesta quarta-feira (29), o single “Segredo”, desenvolvido a partir do laboratório criativo #estudeofunk, iniciativa que promove a cultura do funk carioca e impulsiona artistas da nova cena musical. A faixa estará disponível em todas as plataformas digitais.
A música simboliza uma conexão promovida pelo projeto, que vem aproximando artistas do coletivo em colaborações com nomes da cena nacional e internacional, como o pernambucano Shevchenko e a rapper francesa Juste Shani.
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Com beat de Lastra, a faixa transita entre influências do funk e do rap contemporâneos e apresenta uma letra que aborda temas como falsidade, inveja e afirmação de identidade.
Leia mais: Laboratório criativo de funk apresenta álbum com artistas do Brasil, da Colômbia e de Angola
A colaboração surge a partir da curadoria do projeto, que conecta artistas de novas cenas da música urbana no Brasil. Para a diretora-geral do projeto, Vanessa Damasco, as artistas se complementam ao reunir referências distintas: o funk do Rio de Janeiro e o rap do Pará, ligado à cena amazônica, marcada por um movimento criativo em expansão.
“É super importante estarmos conectados com outros Estados, promovendo encontros artísticos e novas musicalidades”, afirma em nota à imprensa.
Ambas já acumulam trajetória no rap nacional. Integrante do projeto, MC Lizzie é cria da Prainha, em Duque de Caxias (RJ), na Baixada Fluminense. Cantora, compositora, modelo e atriz, iniciou sua carreira no funk carioca em 2019, se apresentando em comunidades do Rio de Janeiro.
No #estudeofunk, lançou o EP “Autenticria” e participou de projetos como Sony Music, além de festivais como CENA 2K22 e Festival Faixa Preta.
Representando a região Norte, Anna Suav é MC, cantora, compositora e poeta, sendo uma das vozes em ascensão no hip hop amazônico. A artista transita entre rap, R&B, pop, drill e UK garage, abordando temas como gênero, negritude, vivências LGBTQIAP+ e território.
Leia mais: ‘A estrutura do rap foi pensada para o homem’, dispara Ebony em podcast