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“Pensamos na mudança estrutural e não só em dar condições paliativas”

Com apoio da NIVEA, Escola de Elisas, projeto criado pelo Instituto Das Pretas lança cartilha de educação antirracista

Imagem: I'sis Almeida/Alma Preta Jornalismo

Foto: Imagem: I'sis Almeida/Alma Preta Jornalismo

Alma Preta

5 de junho de 2023

Pautada na Lei 10.639/03, a educação antirracista é um mecanismo importante para para letrar crianças, jovens e adultos a respeito do racismo na sociedade brasileira e consequentemente, para educar também sobre outras opressões. No último dia 24 de maio, em Vitória (ES), a Escola de Elisas, projeto criado pelo Instituto Das Pretas lançou sua cartilha de educação antirracista com apoio da NIVEA. A ação é motivada pelo fato de que muitas vezes as iniciativas públicas são insuficientes para o letramento racial de crianças, especialmente de meninas negras.

Emocionada pelo momento que reuniu cerca de 30 mulheres majoritariamente negras no Bistrô Saldanha, Luana Loriano, co-coordenadora geral e coordenadora pedagógica da Escola de Elisas, explicou a metodologia de criação da cartilha e que o evento era um momento especial para o time Das Pretas.

“Tem mulheres aqui que são minhas referências e poder compartilhar uma produção desta para essas mulheres, é poder mostrar que estamos conseguindo espaços”, disse Loriano.

A Escola de Elisas surge da necessidade de falar para meninas negras sobre o letramento racial de futuros, mostrar para elas a importância de se conhecerem, se aceitarem e se amarem.

Construção da cartilha

Anterior ao lançamento da cartilha, a Escola de Elisas promoveu um primeiro ciclo de educação antirracista com seis a sete encontros para vinte meninas de 8 a 12 anos na Grande São Pedro, na capital capixaba. Neles, as crianças receberam sete obras literárias com temáticas de autoras negras como Elisa Lucinda que teve a curadoria de Mara Pereira. As meninas também tiveram a oportunidade de ter oficinas de escrita criativa, confeccionar textos, poemas e participar de rodas de conversa e oficinas de Slam para exercitar a oratória, explicou a coordenadora pedagógica da Escola de Elisas.

Priscila Gama, CEO da Das Pretas e co-coordenadora geral do projeto Escola de Elisas disse no lançamento que houve um grande problema no processo de escrita da cartilha: “a gente chorava demais!”, brincou.

Direcionando-se ao público presente, ela pediu para que as pessoas recebessem essa filha, a “Elisa” ou Escola de Elisas, que é em homenagem a Elisa Lucinda. “Ela é um grande farol de mulher negra do futuro, que constrói muitos futuros no presente, mas meu time é Elisas. Sem sombra de dúvidas, eu não faria nada disso sem essa equipe”, elucidou. 

Edinalva Souza, analista de Finanças da NIVEA e integrante do Grupo de Afinidade Abrace Nossa Cor, escreveu o pósfacio da cartilha de educação antirracista da Escola de Elisas. Ela trabalha há oito anos na área financeira da organização e se disse feliz não só pela presença no lançamento, mas também por conseguir ver uma transformação nos corredores da empresa. “Quando entrei na NIVEA, não via pessoas iguais a mim e hoje, com esses projetos de propósitos, consigo ver pessoas com as suas carinhas pardas, os seus cabelões em diversas áreas”, revelou Edinalva.

Ligia Annunziato, líder da Agenda de Propósito da NIVEA disse que a sociedade vem falando muito sobre antirracismo mas acredita que “ele só acontece se a gente parte do entendimento do que é, e transforma esse letramento, esse entendimento em ação”, afirmou. “A gente não pode pautar as pessoas pelo tom da pele, então falando como representante da NIVEA, acho muito importante apoiar o Das Pretas e a Escola de Elisas porque são essas crianças que vão ser o nosso futuro. Se eu consigo empoderá-las desde o início e consigo empoderar também as mães e cuidadores para que saibam como lidar com isso lá na frente, a gente vai colher um mundo mais justo ”, completou emocionada.

A agenda de propósitos da NIVEA

Ainda de acordo com Ligia Annunziato, dentro da agenda de propósito da NIVEA, a organização preza por ações efetivas. “Pensamos na mudança estrutural e não só em dar condições paliativas básicas em que você muda aquele momento mas você não muda o futuro”.

O lançamento da cartilha de educação antirracista da Escola de Elisas, realizada pelo Instituto Das Pretas só foi possível a partir do investimento de 100% dos lucros das vendas da edição especial do NIVEA Creme #OToqueQueTransforma. A ferramenta educativa é destinada para adultos como um mecanismo especial para semear futuros e abrir espaços de diálogo sobre o racismo no Brasil, bem como as estratégias de empoderamento e capacitação antirracista para crianças negras e não-negras. 

Sobre a NIVEA

O cuidado é a essência da NIVEA há mais de 110 anos. A marca está presente em cerca de 150 países e, no Brasil, conta com um portfólio completo de hidratantes corporais e faciais, protetores solares e labiais, itens para cuidados masculinos, para banho e desodorantes. 

escola de elisasImagem: Divulgação

Sobre o Instituto Das Pretas

O Instituto Das Pretas trabalha em construções de projetos para a resolução de problemas socioculturais. São inúmeros os projetos já realizados pela organização desde sua fundação, em 2015, e todos, sem exceção, têm como fundamento as dinâmicas que conectam a potencialização da ancestralidade em conexão com a contemporaneidade das metodologias mais inovadoras. Para isso, busca execuções de soluções sensíveis e de impacto relevante de forma eficaz, eficiente e efetiva, desde a elaboração, passando pelo monitoramento até a avaliação dos resultados.

Alma Preta

A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étino-racial no Brasil.

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