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Pequena África, no Rio, tem oficinas gratuitas de música

Com duração de 12 meses, projeto promoverá um ciclo contínuo de oficinas, atividades culturais, feiras e ações formativas gratuitas e acessíveis
Sobrados e casarões do Largo São Francisco da Prainha, praça pública localizada na Pequena África, no Rio de Janeiro.

Sobrados e casarões do Largo São Francisco da Prainha, praça pública localizada na Pequena África, no Rio de Janeiro.

— Reprodução/360meridianos

17 de maio de 2026

O Projeto Caminhos da Ancestralidade, no Rio de Janeiro, está com inscrições abertas e gratuitas para as oficinas semanais de dança afro e dança de orixás, capoeira, samba no pé, percussão para bloco de Carnaval, violão, cavaco, canto e produção cultural, além de língua tupiguarani e artesanato indígena.

Realizada no Espaço Kwê Bororó, no bairro da Saúde, a iniciativa visa fortalecer a formação, a preservação cultural e a inclusão social no território simbólico da Pequena África.

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“Este projeto é a materialização de um sonho de décadas, que nos permite não apenas celebrar nossa rica herança cultural, mas também construir um futuro mais digno e com oportunidades para nossa comunidade. É um caminho de resistência e valorização da nossa ancestralidade.”, explica João Bororó, produtor cultural e presidente do Bloco Carnavalesco Coração das Meninas, responsável pelo projeto.

Leia mais: História da Pequena África ganha exposição imersiva no Rio de Janeiro

Com duração de 12 meses, o Caminhos da Ancestralidade promoverá um ciclo contínuo de oficinas, atividades culturais, feiras e ações formativas gratuitas e acessíveis, direcionadas a aproximadamente 300 participantes diretos, incluindo mulheres, jovens e idosos da região.

Em colaboração com a Associação Previdenciária dos Estivadores Aposentados do Rio de Janeiro (APEA), o projeto expande assim o alcance, oferecendo oportunidades de aprendizado e inclusão também para o público idoso, com foco em empreendedorismo, gestão de pequenos negócios e inclusão digital.

“O projeto se estrutura em diversas frentes para valorizar a ancestralidade negra e gerar oportunidades. Serão atividades que visam fortalecer a expressão corporal, a resistência cultural e a formação de novos artistas e produtores. E a iniciativa tem por objetivo preservar e atualizar saberes afro-brasileiros e indígenas, promovendo o protagonismo cultural.”, explica a gestora cultural Tábata Luz.

Leia mais: Exposição celebra legado artístico, político e social de mulheres sambistas

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