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Resistência e memória negra: exposição sobre a Revolta dos Malês é prorrogada em Salvador

Mostra que reúne obras de mais de 40 artistas e amplia o debate sobre um dos levantes afro-brasileiros mais emblemáticos e suas reverberações no presente já recebeu mais 45 mil visitas
Galeria da exposição "Eco Malês", na Casa das Histórias de Salvador (CHS).

Galeria da exposição "Eco Malês", na Casa das Histórias de Salvador (CHS).

— Odara Evans

22 de junho de 2025

A exposição “Ecos Malês” estendeu sua temporada na Casa das Histórias de Salvador até o dia 31 de agosto de 2025. Desde a inauguração, em novembro de 2024, a mostra já recebeu mais 45 mil visitas e vem proporcionando uma imersão nas raízes e ecos de um dos levantes afro-brasileiros mais emblemáticos do século XIX: a Revolta dos Malês.

Com curadoria de João Victor Guimarães e co-curadoria de Mirella Ferreira, a mostra reúne 114 obras de 48 artistas, em parceria com o coletivo Arquiteturas da Revolta, distribuídas em três núcleos expositivos – Encontrar, Ruas da Revolta e Inventar (Liberdade e Defesa). Cada núcleo aborda diferentes dimensões da insurreição e seu impacto na Salvador contemporânea, por meio de esculturas, pinturas, fotografias, gravuras, colagens e intervenções artísticas.

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O núcleo Encontrar destaca a importância da união e da troca entre os Malês, evidenciando experiências de resistência e afeto, com obras que exploram identidade e laços familiares. Já Ruas da Revolta reconstrói os espaços urbanos do levante, trazendo reflexões sobre território, propriedade e transformação social, incluindo recentes atualizações que ampliam o diálogo com o público. Por fim, Inventar explora a espiritualidade, a cultura e a fé como pilares da resistência negra, com obras que reverberam a luta por liberdade e defesa.

Além de sua potência artística, “Ecos Malês” estimula o debate público e a valorização da memória histórica, destacando episódios muitas vezes silenciados, como a localização do cemitério de escravizados localizado no bairro de Nazaré – que originou a obra “Cemitério Reaparecido”, de Silvana Olivieri, e a importância das narrativas negras para a construção da identidade nacional.

A exposição conta com assistência de curadoria de Ana Clara Nascimento, Breno Silva e David Sol. Coordenação de produção de Leonardo Góis e a expografia é assinada por Gisele de Paula.  A pesquisa histórica foi realizada por  Gabriela Leandro Gaia com auxílio de David Sol.

Serviço

Prorrogação exposição Ecos Malês até 31 de agosto

Local: Casa das Histórias de Salvador

Visitação: Terça a sábado, das 9h às 17h, domingos e feriados, das 10h às 17h (entrada sempre até às 16h)

Endereço: Rua da Bélgica, 2 – Comércio

Ingresso: R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) – Venda na bilheteria da Casa das Histórias de Salvador ou na plataforma Sympla / Acesso gratuito às quartas-feiras 

Ingresso único: Os visitantes também poderão visitar a Galeria Mercado (Subsolo do Mercado Modelo) com o mesmo ingresso.

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