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Rio de Janeiro cadastra capoeiristas para construção de políticas de valorização

A ação servirá para a criação de políticas públicas de proteção à capoeira, considerada bem imaterial cultural desde 2008.
Pessoas jogando capoeira no Rio de Janeiro.

Foto: Reprodução / Secec-RJ

28 de fevereiro de 2024

Pela primeira vez, o ofício de Mestra e Mestre de Capoeira e a Roda de Capoeira serão catalogados pelo estado do Rio de Janeiro. A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa (Secec) vai mapear os capoeiristas nos 92 municípios junto ao Instituto Estadual de Patrimônio Cultural (Inepac).

O cadastramento tem o objetivo de levantar dados para a construção de políticas públicas que garantam a defesa da modalidade, considerada patrimônio imaterial do Brasil.

O cadastro é feito de modo online, mediante ao preenchimento de formulário e do envio dos documentos comprobatórios para o e-mail [email protected].

Para Ana Cristina Carvalho, diretora do Inepac, é papel do poder público garantir a proteção da capoeira enquanto bem cultural de todos os cidadãos brasileiros. “Essa ação demonstra que estamos atentos à gestão compartilhada que concorre a todos os entes quando se trata da salvaguarda do patrimônio cultural imaterial”, comenta Ana Cristina em nota à imprensa.

De acordo com Sidnei Gonçalves Freitas, também conhecido como Mestre Hulk, a iniciativa é a primeira ação a beneficiar os capoeiristas.

“A iniciativa é importante até para a busca de políticas públicas para a capoeira, que está aí desde a história do Brasil colônia. A gente vê o pessoal do hip-hop, skate, grafiteiro, todos conseguindo ir para a frente, e a gente, até hoje, aqui no Rio de Janeiro, não conseguiu nada”, afirma, em entrevista à Agência Brasil.

A Roda de Capoeira e o ofício de Mestre e Mestra de Capoeira foram registrados como bens culturais imateriais por indicação do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (IPHAN), em 2008.

  • Verônica Serpa

    Graduanda de Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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