O Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim, localizado no Recife, recebe até segunda-feira (2) inscrições gratuitas para o projeto Vivência de Saberes Ancestrais, que realizará 20 atividades fundamentadas na tradição dos Orixás Nagô Ẹ̀gbá de Pernambuco.
A iniciativa é destinada a 15 pessoas de comunidades tradicionais de matriz africana, afro-brasileira e afro-indígena especialmente Ìyálórìṣà, Bàbálórìṣà, Èkéjì (Ekedis), Ọ̀gá (Ogãs), Ìyàwó (Yawôs), Abíyàn (Abians), Sacerdotisas, Sacerdotes, Juremeiras e Juremeiros.
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Todas as atividades ocorrerão dentro da rotina da casa, onde os participantes serão imersos nos itans (histórias míticas), cânticos yorubá, aprenderão sobre ervas sagradas, comidas de orixás, a musicalidade e a ritualística, reafirmando a centralidade da oralidade e da experiência coletiva.
O projeto conta com o incentivo da PNAB – Recife, por meio do Edital Cultura Viva de Fomento a Projetos Continuados de Pontos de Cultura, apoio da Associação Amigos de Nossa Senhora da Conceição, Coletivo Anarriê e Diáspora Brasil.
Terreiro africano completa 76 anos em março
Fundado em 19 de março de 1950 pela Yalorixá Joana de França Medeiros (Mãe Joaninha de Oxaguian), o Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim nasceu em chão de barro vermelho e se consolidou como uma das referências da tradição Nagô em Pernambuco.
A casa foi conduzida ao longo das décadas por importantes lideranças espirituais, mantendo vivos os fundamentos do Candomblé e da Jurema Sagrada, com profundas conexões ancestrais com o Sítio de Pai Adão e outras referências históricas da religiosidade afro-pernambucana.
Ao longo de seus 75 anos de existência, o terreiro consolidou-se como território de fé, cultura, resistência ao racismo religioso e preservação da memória afro-indígena no Recife.
Atualmente, o terreiro é zelado pela Yalorixá Cris de Oyá e pelo Babalorixá Lange de Oxalá, mantenedores responsáveis pela condução das vivências, compartilhando saberes acumulados por gerações.
Para se inscrever na atividade, acesse o link.