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Terreiro abre inscrições para vivências sobre a tradição dos orixás

As atividades são realizadas pelo Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim, no bairro da Mangueira, no Recife
Integrantes do Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim.

Integrantes do Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim.

— Acervo/Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim

28 de fevereiro de 2026

O Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim, localizado no Recife, recebe até segunda-feira (2) inscrições gratuitas para o projeto Vivência de Saberes Ancestrais, que realizará 20 atividades fundamentadas na tradição dos Orixás Nagô Ẹ̀gbá de Pernambuco.

A iniciativa é destinada a 15 pessoas de comunidades tradicionais de matriz africana, afro-brasileira e afro-indígena especialmente Ìyálórìṣà, Bàbálórìṣà, Èkéjì (Ekedis), Ọ̀gá (Ogãs), Ìyàwó (Yawôs), Abíyàn (Abians), Sacerdotisas, Sacerdotes, Juremeiras e Juremeiros. 

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Todas as atividades ocorrerão dentro da rotina da casa, onde os participantes serão imersos nos itans (histórias míticas), cânticos yorubá, aprenderão sobre ervas sagradas, comidas de orixás, a musicalidade e a ritualística, reafirmando a centralidade da oralidade e da experiência coletiva.

O projeto conta com o incentivo da PNAB – Recife, por meio do Edital Cultura Viva de Fomento a Projetos Continuados de Pontos de Cultura, apoio da Associação Amigos de Nossa Senhora da Conceição, Coletivo Anarriê e Diáspora Brasil.

Terreiro africano completa 76 anos em março

Fundado em 19 de março de 1950 pela Yalorixá Joana de França Medeiros (Mãe Joaninha de Oxaguian), o Terreiro Africano Nosso Senhor do Bonfim nasceu em chão de barro vermelho e se consolidou como uma das referências da tradição Nagô em Pernambuco.

A casa foi conduzida ao longo das décadas por importantes lideranças espirituais, mantendo vivos os fundamentos do Candomblé e da Jurema Sagrada, com profundas conexões ancestrais com o Sítio de Pai Adão e outras referências históricas da religiosidade afro-pernambucana. 

Ao longo de seus 75 anos de existência, o terreiro consolidou-se como território de fé, cultura, resistência ao racismo religioso e preservação da memória afro-indígena no Recife.

Atualmente, o terreiro é zelado pela Yalorixá Cris de Oyá e pelo Babalorixá Lange de Oxalá, mantenedores responsáveis pela condução das vivências, compartilhando saberes acumulados por gerações.

Para se inscrever na atividade, acesse o link.

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