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Fim da escala 6×1 deve ocorrer com rapidez, defende Guilherme Boulos

Em entrevista, ministro defende velocidade na transição para nova jornada de trabalho
Cartaz escrito “Mais tempo para viver”, em manifestação pelo fim da escala 6x1, no Rio de Janeiro, em 1 de maio de 2026.

Cartaz escrito “Mais tempo para viver”, em manifestação pelo fim da escala 6x1, no Rio de Janeiro, em 1 de maio de 2026.

— Reprodução/Tomaz Silva/Agência Brasil

12 de maio de 2026

O ministro da Secretaria-Geral da Presidência República, Guilherme Boulos, defendeu, nesta terça-feira (12), a celeridade na transição do fim da escala 6×1. A declaração foi feita em entrevista concedida ao programa “Bom Dia, Ministro”, do governo federal. 

Para Boulos, considerando uma aprovação da proposta, a adoção de um prazo longo para a adaptação da medida não seria compatível com o teor da iniciativa, de beneficiar o trabalhador. 

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“Uma coisa é você botar 60 dias. Bem, tem o tempo para se adaptar, para reorganizar as escalas, ok. Toda lei tem uma transição de um mês, dois meses, para passar a valer para os setores se organizarem. Outra coisa é você querer empurrar com a barriga, usar essa ideia de transição para jogar para frente”, enfatizou. 

Leia mais: Lula envia PL do fim da escala 6×1 com urgência ao Congresso

No dia 14 de abril, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) enviou ao Congresso um Projeto de Lei (PL) que diminui a jornada de 44 horas para 40 horas semanais, com escala de cinco dias de trabalho para dois de descanso. A medida, encaminhada com urgência, também proíbe a redução salarial. 

O ministro destaca que é necessário garantir que as horas reduzidas não sejam redistribuídas entre os demais dias da semana, assegurando a redução da carga horária semanal. 

“Se não reduzir a jornada, vai ter dois dias de descanso semanal, mas essas horas que a pessoa trabalharia no sábado seriam incorporadas nos outros dias da semana. E, com isso, continuaria tendo a mesma jornada semanal — e isso está errado”.

Além do PL de Lula, a Câmara dos Deputados analisa duas Propostas de Emenda à Constituição (PECs), com expectativa de votação no Plenário até 27 de maio. A Comissão Especial analisa a proposição da deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP), que prevê escala de quatro dias de trabalho e 36 horas semanais, e a de Reginaldo Lopes (PT-MG), com redução gradual de 44 para 36 horas por semana. 

Uma pesquisa da Nexus revelou que o fim da escala 6×1 é defendido pela maioria dos brasileiros de 16 a 40 anos. Cerca de 82% dos entrevistados se manifestaram a favor da medida.  Segundo o Instituto de Pesquisa Aplicada (IPEA), a população que enfrenta este modelo de trabalho recebe cerca de R$ 3,5 mil a menos do que os que trabalham na escala 5×2. 

Leia mais: Trabalhadores da escala 6×1 ganham, em média, 58% a menos que os da 5×2

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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