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Câmara analisa concessão de porte de arma para oficiais de justiça

Projeto que tramita desde 2005 altera o Estatuto do Desarmamento para permitir o porte
O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e outros parlamentares em sessão legislativa, no dia 11 de junho de 2025.

O presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos-PB) e outros parlamentares em sessão legislativa, no dia 11 de junho de 2025.

— Reprodução/ Lula Marques/Agência Brasil

5 de maio de 2026

O Plenário da Câmara dos Deputados pode votar nesta terça-feira (5) o Projeto de Lei (PL) que pretende autorizar o porte de arma de fogo para oficiais de justiça. 

De autoria da deputada federal Edna Macedo (PTB-SP), o PL nº 5415/05 tramita há duas décadas e teve sua aprovação pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJ) em 28 de março de 2006. A matéria foi incluída nas pautas a serem votadas no Plenário pela Mesa Diretora na última quinta-feira (28). 

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O texto altera a redação do Estatuto do Desarmamento (Lei nº 10.826/2003), que regulamenta a posse de armas para agentes penais e guardas portuários, para incluir os agentes no rol de profissionais autorizados. 

Leia mais: Projeto de lei quer ampliar porte de armas de uso restrito para policiais militares

Na justificativa, a parlamentar destaca que a esfera legislativa cometeu um grande equívoco ao elaborar o Estatuto ao descartar o porte para os oficiais de justiça no exercício de sua atividade funcional.

Ao longo da tramitação, o PL teve um único recurso contrário, apresentado pelo falecido deputado e ex-ministro do Desenvolvimento Social e Agrário do Brasil, Raul Jungmann, em abril de 2006.

À época, Jungmann apontou ser desnecessário estender o porte de arma a mais uma categoria, uma vez que, durante o desempenho da função, o oficial pode ser acompanhado por policiais.

Leia mais: Câmara aprova lei geral da Copa Feminina e prevê reparação a pioneiras

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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