PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputados aprovam cotas raciais para concursos públicos de Minas Gerais

Proposta reserva 20% das vagas para candidatos autodeclarados negros
As deputadas estaduais de Minas Gerais pelo PT, Leninha, Beatriz Cerqueira e Andréia de Jesus.

As deputadas estaduais de Minas Gerais pelo PT, Leninha, Beatriz Cerqueira e Andréia de Jesus.

— Reprodução/ALMG

4 de dezembro de 2025

A Assembleia Legislativa de Minas Gerais (Alemg) aprovou, em primeiro turno, na quarta-feira (4), o Projeto de Lei (PL) 438/2019, que cria a reserva de vagas para negros nos concursos públicos para cargos efetivos e na administração pública.

Apresentado pelas deputadas estaduais Beatriz Cerqueira (PT), Andréia de Jesus (PT) e Leninha (PT), a proposta também pretende implementar a reserva em certames para autarquias, fundações públicas, empresas públicas, sociedades de economia mista, e os poderes Legislativo e Judiciário mineiros.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Segundo o PL, o sistema de cotas deve representar 20% das vagas disponíveis para os concursos públicos em que estejam previstas a partir de três vagas, requisito utilizado em processos seletivos da União.

O projeto estabelece que poderão concorrer os candidatos que se autodeclararam pretos ou pardos na inscrição do edital, conforme os quesitos aplicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A autodeclaração será atestada por procedimento de heteroidentificação, a partir de comissões de verificação. 

Em casos de fraude na autodeclaração, o projeto prevê que o candidato será eliminado do concurso e, caso tenha sido nomeado, ficará sujeito à anulação da sua admissão.

“A proposição se justifica tendo em vista todo o avanço da legislação brasileira no que diz respeito à busca da superação do racismo e da afirmação dos direitos étnicos da população afrodescendente no Estado de Minas Gerais. Consiste em importante instrumento legal que visa igualar as condições de oportunidades e representatividade dos afrodescendentes no Serviço Público Estadual”, diz trecho da publicação.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano