PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Nas redes sociais, deputadas reforçam campanha por ministra negra no STF

Manifestação de deputadas nas redes sociais reforça pressão de movimentos negros por representatividade no Supremo Tribunal Federal
A imagem mostra uma faixa reivindicando a indicação de uma ministra negra para o Supremo Tribunal Federal (STF).

A imagem mostra uma faixa reivindicando a indicação de uma ministra negra para o Supremo Tribunal Federal (STF).

— Reprodução/Coalizão Negra por Direitos

15 de outubro de 2025

Deputadas estaduais e federais têm usado as redes sociais para se manifestar em apoio à campanha que reivindica a indicação de uma jurista negra para ocupar a vaga deixada por Luís Roberto Barroso no Supremo Tribunal Federal (STF).

Barroso anunciou sua aposentadoria no dia 9 de outubro. Com isso, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) deverá nomear uma nova ministra ou ministro para integrar o colegiado do STF. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A mobilização das parlamentares se reúne às recentes manifestações de organizações da sociedade civil pela primeira ministra negra no Supremo. Desde sua criação, em 1891, nunca houve uma mulher negra na mais alta instância do Judiciário brasileiro.

Entre as juristas cotadas por movimentos sociais e institucionais, estão Adriana Cruz, Vera Lúcia Santana Araújo, Lívia Sant’Anna Vaz, Edilene Lôbo, Mônica Melo, Manuelita Hermes, Karen Luise Vilanova, Soraia Mendes, Sheila de Carvalho, Lívia Casseres, Lucineia Rosa e Flávia Martins.

Em nota no X (antigo Twitter), a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) recordou que as mulheres negras representam 28% da população e, mesmo assim, nunca estiveram representadas no STF.

“Não é normal que mulheres não tenham voz ou voto na corte que decide sobre os direitos trabalhistas de mulheres exploradas ou até mesmo escravizadas, sobre o direito à vida de mulheres agredidas e sobre os direitos reprodutivos de mulheres estupradas”, afirmou.

Para a deputada estadual Ediane Maria (PSOL-SP), é necessário que as cadeiras na Suprema Corte sejam ocupadas por pessoas que representem a população brasileira.

“Já deu tempo para a Suprema Corte avaliar a necessidade de haver gente com cara de povo operando a Justiça desse país. Precisamos mais do que nunca de uma ministra negra no STF”.

A deputada estadual Bruna Rodrigues (PCdoB-RS), ressaltou que, dos 171 ministros que já foram empossados, 165 foram homens brancos e três foram homens negros. Também houve três mulheres indicadas, todas brancas.

“Já passou da hora do STF ter uma mulher negra como ministra! Dos 171 ministros que passaram pelo Supremo, 3 foram homens negros e 3 mulheres brancas. Ou seja, 165 foram homens brancos. Essa é uma escolha política e hoje queremos outra: mulheres negras ocupando essa cadeira já!”, publicou Rodrigues.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano