PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

PSOL propõe taxar mansões para ampliar isenção de IPTU em São Paulo

A Bancada Feminista apresentou um projeto de lei para isentar do imposto as residências que valham até R$ 250 mil
Imagem aérea mostra prédios da cidade de São Paulo.

Imagem aérea mostra prédios da cidade de São Paulo.

— Diogo Moreira/Governo do Estado de São Paulo

25 de setembro de 2025

A Bancada Feminista do PSOL, mandato coletivo na Câmara Municipal de São Paulo, protocolou o Projeto de Lei (PL) 1113/2025 para sobretaxar as mansões e ampliar a faixa de isenção do Imposto sobre a Propriedade Predial e Territorial Urbana (IPTU) para os imóveis residenciais mais baratos.

A legislação atual isenta as residências cujo valor venal seja inferior ou igual a R$230 mil. A nova proposta aumenta essa faixa para R$ 250 mil, incluindo entre os imóveis isentos mais de 400 mil novas residências.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

Por outro lado, atualmente são taxados em 0,5% os imóveis residenciais com valor venal acima de R$1,2 milhões. A propositura do PSOL cria duas novas faixas, aumentando a taxação das residências mais caras: 0,8% de taxa para imóveis residenciais com valor venal acima de R$ 2,5 milhões até R$ 5 milhões; e 1% de taxa para aqueles com valor venal acima de R$ 5 milhões. Essa mudança impactaria apenas 55 mil imóveis.

Segundo as autoras do PL, não há previsão de queda na arrecadação do município caso ocorra as alterações propostas na lei. Na justificativa do projeto, afirmam que a “isenção é custeada integralmente pelo aumento de alíquotas  propostas pelas faixas mais altas, não onerando os cofres públicos”. 

Em nota, a Bancada Feminista destacou que “a cidade de São Paulo, a maior do país, precisa contribuir também para garantirmos justiça tributária no Brasil, um esforço que vem sendo feito desde o governo federal”.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • A Alma Preta é uma agência de notícias e comunicação especializada na temática étnico-racial no Brasil.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano