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STF forma maioria para barrar lei que permite pais vetarem aulas sobre igualdade de gênero 

Ministros consideram inconstitucional norma do Maranhão que autorizava responsáveis a impedir participação de estudantes em atividades sobre gênero e diversidade sexual
Bandeira da comunidade LGBT+ na 29ª Parada do Orgulho LGBT+, em São Paulo, no dia 22 de dezembro de 2025.

Bandeira da comunidade LGBT+ na 29ª Parada do Orgulho LGBT+, em São Paulo, no dia 22 de dezembro de 2025.

— Reprodução/Paulo Pinto/Agência Brasil

30 de maio de 2026

O Supremo Tribunal Federal (STF) formou maioria, na quinta-feira (28), para derrubar uma lei do Maranhão que permite que os pais neguem a participação dos filhos em aulas sobre diversidade sexual, identidade de gênero e temas correlatos nas escolas públicas e privadas do Maranhão. 

A Lei Ordinária nº 12.410/2024, promulgada pela Assembleia Legislativa do Maranhão (Alema) em outubro de 2024, garante aos responsáveis o direito de vedar a participação de seus filhos e tutelados em atividades pedagógicas que abordem temas relacionados à identidade de gênero, orientação e diversidade sexual, igualdade de gênero e assuntos semelhantes. 

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A norma também determina que as instituições de ensino devem informar sobre qualquer iniciativa do tipo que possa ser realizada no ambiente escolar, respeitando a vontade dos responsáveis.

Leia mais: Ministra negra no STF: é hora de fazer o que nunca foi feito

A Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) no Supremo foi ajuizada pela Aliança Nacional LGBTI+, pela Associação Brasileira de Famílias Homotransafetivas e pelo Fórum Nacional de Travestis e Transexuais Negras e Negros. 

No processo, as entidades destacaram que a legislação viola o princípio constitucional da dignidade da pessoa humana e discrimina grupos sociais vulneráveis.

Em seu voto, o ministro e relator Gilmar Mendes recordou que o STF já derrubou uma lei semelhante no Espírito Santo e, por isso, deve manter o entendimento de que apenas a União pode legislar sobre normas envolvendo gênero, identidade de gênero e orientação sexual nas escolas. 

Acompanharam o voto do relator os ministros Alexandre de Moraes, Dias Toffoli, Edson Fachin, Cristiano Zanin e Flávio Dino. Como o colegiado é formado por 11 ministros, a votação já atingiu a maioria necessária para declarar a inconstitucionalidade da medida. 
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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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