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‘Tática colonial’: organizações e deputadas negras condenam invasão da Venezuela

Entidades como a Coalizão Negra por Direitos afirmam que ataque militar fere a soberania do país e retoma práticas imperialistas que reproduzem o colonialismo
Um apoiador do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, protesta com a bandeira nacional em Caracas em 4 de janeiro de 2026.

Um apoiador do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, protesta com a bandeira nacional em Caracas em 4 de janeiro de 2026.

— Juan Barreto/AFP

5 de janeiro de 2026

Após os ataques militares dos Estados Unidos contra a Venezuela no sábado (3), organizações e parlamentares negros denunciaram a invasão como uma violação da soberania do país e do direito internacional. A violação também incluiu bombardeios e o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e da primeira-dama, Cilia Flores.

Diante da gravidade da situação, a Coalizão Negra por Direitos divulgou uma nota de repúdio, afirmando que a ação reproduz práticas coloniais historicamente responsáveis pela violência contra povos negros, indígenas e amefricanos.

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“Esta prática imperialista é herança das táticas coloniais que assolam povos negros e indígenas há séculos. Para além, ferem a base do direito internacional e violam a soberania de países por todo o mundo”, declarou a entidade em nota publicada nas redes sociais.

A UNEAfro Brasil também manifestou solidariedade à Venezuela e condenou a agressão militar. De acordo com a organização, a ofensiva representa mais uma ação imperialista voltada a desestabilizar o governo venezuelano por meio de boicotes econômicos, aprofundando o empobrecimento da população.

“Hoje, com a iminente escassez de recursos energéticos, a Venezuela se tornou a bola da vez do imperialismo norte-americano. É importante destacar que o ataque que Donald Trump promove ao governo venezuelano é um ataque a sua população, por isso merece rechaço dos governos democráticos e das organizações dos trabalhadores, sindicatos e dos movimentos populares”, destacou no comunicado.

Em publicação nas redes sociais, a deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) afirmou que a invasão teve como objetivo desestabilizar o país e agravar ainda mais a situação do povo venezuelano, que teve seu território, sua autodeterminação e sua soberania duramente atingidos.

“Foi um ataque, seguido de uma remoção forçada e nada mais. Um roteiro básico para gerar ainda mais caos e ainda mais dificuldades para o povo venezuelano”, comentou. 

A deputada federal Talíria Petrone (PT-RJ) também manifestou solidariedade à Venezuela e classificou a ação como mais do que uma violação do direito internacional. Segundo ela, a situação representa uma guerra voltada ao controle das reservas de petróleo e à disseminação do fascismo no continente.

“Os Estados Unidos se tornaram a nação que quer espalhar o fascismo pelo mundo. É um dos ataques mais terríveis em décadas, é precisa uma mobilização muito forte internacional em solidariedade ao povo da Venezuela”, afirmou em vídeo publicado nas redes sociais. 

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  • Thayná Santana

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