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Mali e Burkina Faso restringem entrada de cidadãos dos EUA em retaliação a medidas de Trump

Mulher balança a bandeira de Burkina Faso durante uma manifestação que comera as saídas do país, ao lado de Mali e Níger, da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em Kangaba, Mali, 28 de janeiro de 2025

Mulher balança a bandeira de Burkina Faso durante uma manifestação que comera as saídas do país, ao lado de Mali e Níger, da Comunidade Econômica dos Estados da África Ocidental (CEDEAO), em Kangaba, Mali, 28 de janeiro de 2025

— Gousno/DiversasFontes/AFP

3 de janeiro de 2026

Na sexta-feira (2), Mali e Burkina Faso anunciaram restrições de viagem a cidadãos norte-americanos em uma medida de retaliação. Em 16 de dezembro, os Estados Unidos incluíram ambos os países africanos em uma lista de proibição de entrada.

Segundo informações da agência francesa AFP, os governos militares de Burkina Faso e Mali afirmam que estão impondo medidas recíprocas aos cidadãos dos EUA.

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O Ministério das Relações Exteriores de Burkina Faso citou “medidas de visto equivalentes” aos norte-americanos. Já o Mali afirma que aplicou, com efeito imediato, “as mesmas condições e exigências aos cidadãos norte-americanos que as autoridades norte-americanas impuseram aos cidadãos malianos que entram nos EUA”.

Apoiadores do líder de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, participam de manifestação na Place de la Nation, na capital burquinense Uagadugu, 30 de abril de 2025
Apoiadores do líder de Burkina Faso, Ibrahim Traoré, participam de manifestação na Place de la Nation, na capital burquinense Uagadugu, 30 de abril de 2025 (AFP)

O presidente dos EUA, Donald Trump, lidera um amplo movimento interno para restringir a imigração em seu país, que tem incluído deportações forçadas. No início de dezembro, o mandatário expandiu a ordem de restrição de viagens, barrando pessoas de mais sete países — entre eles Mali e Burkina Faso.

A lista incluiu cidadãos sírios, assim como portadores de passaportes da Autoridade Palestina, além de cidadãos de alguns países africanos, tais como Níger, Serra Leoa e Sudão do Sul. A medida elevou para quase 40 o número de países cujos cidadãos enfrentam restrições para entrar nos EUA em razão de suas nacionalidades.

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