PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Quando o mundo vira as costas: a vida de uma jovem negra interrompida pela negligência internacional

O que se passou é mais do que uma tragédia pessoal, é uma ferida aberta que escancara o valor da vida negra em contextos de poder
A publicitária Juliana Marins.

A publicitária Juliana Marins.

— Reprodução/Instagram

25 de junho de 2025

Juliana Marins sonhava alto. Como tantas outras jovens brasileiras, construiu com coragem um futuro que ultrapassava fronteiras. Viajou, como tantas viajam, em busca de experiências, descobertas, vida. Mas quando mais precisou de ajuda, foi ignorada pela burocracia, pela distância, pelo descaso.

Uma jovem negra brasileira perdeu a vida fora do país. Não por acidente apenas, mas por negligência. Enquanto a família clamava por apoio, o socorro demorava a chegar. Foi a pressão popular que forçou respostas. E mesmo assim, elas vieram tarde demais.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

O que se passou é mais do que uma tragédia pessoal, é uma ferida aberta que escancara o valor da vida negra em contextos de poder. Se fosse outra cor, outro passaporte, a resposta teria sido mais ágil? É difícil não pensar nisso. A ausência de pressa, o silêncio das autoridades e a falta de protocolos adequados revelam o quanto ainda estamos longe de garantir a dignidade que todo ser humano merece, em qualquer lugar do mundo.

Sonhos negros costumam ser interrompidos antes da hora. Seja por violência, pelo racismo institucional ou pela omissão. Não bastava essa jovem vencer as barreiras diárias de ser mulher e negra no Brasil, ela teve que enfrentar o abandono mesmo fora de seu país.

A dor é coletiva. Porque quando uma jovem negra perde a vida dessa forma, toda uma comunidade sente. E não vamos calar. Vamos lembrar. Vamos cobrar. Porque a vida de Juliana importava. Porque nossas vidas importam dentro e fora do Brasil.

A editoria Quilombo reúne textos opinativos. Este é um artigo de opinião e não representa necessariamente a visão da Alma Preta sobre quaisquer temas.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Felipe Ruffino

    Felipe Ruffino é jornalista, pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano