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Voz das periferias, Funk precisa ser valorizado em vez de criminalizado

Bailes, DJs, MCs e pequenos empreendedores movimentam a economia local, mostrando que a cultura periférica é também força econômica e social
Imagem mostra jovens fazendo passo de funk.

Imagem mostra jovens fazendo passo de funk.

— Reprodução/AF Rodrigues/Anistia Internacional

30 de agosto de 2025

O funk não é apenas ritmo ou dança; é a voz de quem sempre foi invisibilizado. Nas comunidades periféricas, ele surge como um espaço de expressão legítima, carregado de histórias, lutas e sonhos. Cada batida, cada letra, é um retrato da realidade de quem vive à margem, muitas vezes ignorado pela sociedade.

Ainda assim, o funk é frequentemente criminalizado e estigmatizado. Para alguns, é apenas som de “favela”, associado a violência ou comportamento marginal

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Essa visão superficial ignora que o funk denuncia desigualdades, racismo estrutural, precariedade urbana e a falta de oportunidades. Ele é, antes de tudo, um grito de resistência cultural.

Mais do que entretenimento, o funk é ferramenta de empoderamento. Ele permite que jovens da periferia ocupem espaços de visibilidade, construam narrativas próprias e dialoguem com a sociedade em seus termos.

Bailes, DJs, MCs e pequenos empreendedores movimentam a economia local, mostrando que a cultura periférica é também força econômica e social.

O reconhecimento do funk como cultura é essencial para avançarmos em inclusão social. Negá-lo ou criminalizá-lo reforça exclusão e invisibilidade; valorizá-lo significa ouvir vozes historicamente silenciadas e dar espaço a transformações reais. O funk, portanto, não é apenas música: é identidade, resistência e potência social.

A editoria Quilombo reúne textos opinativos. Este é um artigo de opinião e não representa necessariamente a visão da Alma Preta sobre quaisquer temas.

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  • Felipe Ruffino

    Felipe Ruffino é jornalista, pós-graduado em Assessoria de Imprensa e Gestão da Comunicação, possui a agência Ruffino Assessoria e ativista racial, onde aborda pautas relacionada à comunidade negra em suas redes sociais @ruffinoficial.

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