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Florestas públicas correm alto risco de grilagem, aponta levantamento

Análise do “Observatório das Florestas públicas” aponta que áreas de florestas sem destinação oficial estão mais vulneráveis à crimes ambientais
Região amazônica do arquipélago do Marajó atingida por queimadas, no estado do Pará, Brasil, em 9 de dezembro de 2024.

Região amazônica do arquipélago do Marajó atingida por queimadas, no estado do Pará, Brasil, em 9 de dezembro de 2024.

— Pablo PORCIUNCULA / AFP)

5 de junho de 2025

Um total de 10,2 milhões de hectares de florestas públicas não destinadas (FPNDs) na Amazônia apresentam alto risco de grilagem, segundo estudo divulgado nesta quinta-feira (5), Dia Mundial do Meio Ambiente, pelo Observatório das Florestas Públicas. 

De acordo com o levantamento, as FPNDs são áreas públicas que ainda não tiveram uso definido, o que as torna especialmente vulneráveis a crimes ambientais como desmatamento, garimpo e grilagem. O levantamento foi realizado pelo Instituto de Pesquisa Ambiental da Amazônia (Ipam) e o Movimento Amazônia de Pé.

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Por serem áreas mais desprotegidas, 80% de todo o desmatamento registrado na Amazônia em 2025 ocorreu em territórios sem destinação oficial. Nos estados do Amazonas, Pará e Roraima, está concentrada a cobertura verde mais afetada pelo desmatamento.

No período de janeiro a abril de 2025, outros 37.719 hectares de florestas foram atingidos por queimadas. Desse número, 68% das áreas são federais e 31% estaduais.

Atualmente, as florestas públicas não destinadas somam cerca de 50,2 milhões de hectares na Amazônia, uma área equivalente ao estado da Bahia. 

O boletim destaca ainda que as áreas já destinadas estão vulneráveis ao desmatamento. Os dados mostram que 80% da devastação registrada em 2025 ocorreu em florestas públicas federais.

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  • Thayná Santana

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