A deputada federal Erika Hilton (PSOL-SP) anunciou, nesta terça-feira (21), que solicitará a auditoria das ocorrências atendidas pelos policiais envolvidos na tortura de adolescentes na favela da Caixa D’Água, na zona leste de São Paulo.
O caso ocorreu em fevereiro de 2025 e ganhou grande repercussão após uma reportagem do Fantástico, publicada no último domingo (19), revelar imagens registradas pelas câmeras corporais.
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Na ocasião, o cabo Sandro Nascimento agrediu um adolescente e realizou uma roleta-russa com uma arma apontada para a cabeça do jovem. A prática consiste em carregar um revólver com apenas uma munição, girar o tambor e apertar o gatilho.
Durante a ação, o soldado Eduardo Uchoa foi registrado rindo, enquanto outra vítima também é agredida. Ao final, o sargento Amauri dos Santos chegou ao local e também agrediu os adolescentes, desta vez, com uma vara.
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Em nota nas redes sociais, a parlamentar classificou o episódio como “inaceitável” e destacou o furto das drogas apreendidas pelos policiais após cometerem atos de violência.
Hilton solicita auditoria de todas as ocorrências atendidas pelos agentes envolvidos que tenham resultado em ferimentos e mortes de civis, além da revisão das apreensões de drogas realizadas por eles.
“Não podemos continuar permitindo que as fardas e armas das nossas forças de segurança sejam usadas por quem quer ameaçar a vida da população e agir em benefício próprio”, afirmou.
A deputada ainda destaca a necessidade de prestação de esclarecimentos pelo governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), e questiona a compatibilidade dos PMs com o cargo exercido.
“É inaceitável que policiais, pagos com dinheiro do povo de São Paulo, usem suas armas e fardas para torturar cidadãos, fazer ‘roleta-russa’ com adolescentes”, completou.
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