Movimentos sociais e representantes de favelas cobraram, na terça-feira (10), a adoção de medidas concretas para enfrentar o alto índice de letalidade entre jovens negros, após a morte de Herus Guimarães Mendes, durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na comunidade de Santo Amaro, no Rio de Janeiro.
A reunião foi promovida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) e contou com a participação de parlamentares, organizações e forças da segurança pública.
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O encontro ocorreu um dia após o envio de um ofício na segunda-feira (9) pelo MIR ao governo solicitando a apuração dos desdobramentos da operação e informações sobre as providências adotadas diante da gravidade do caso.
No documento, o MIR pede esclarecimentos sobre as medidas previstas para reparar os danos à família de Herus e às demais vítimas feridas na ação, além do detalhamento dos protocolos operacionais utilizados pela corporação em operações realizadas em áreas densamente povoadas ou durante eventos públicos.
O ofício também solicita informações sobre as medidas estruturais que o governo do estado do Rio de Janeiro pretende adotar para garantir a proteção da vida dos moradores de comunidades e periferias. Entre as estratégias mencionadas está o Plano Juventude Negra Viva (PJNV), voltado à promoção da segurança e dignidade da juventude negra.