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Caso Herus Mendes: movimentos sociais e lideranças cobram ações pela proteção da juventude negra

Reunião de articulação realizada pelo Ministério da Igualdade Racial buscou adotar providências para elaborar medidas estruturais
Manifestação pede justiça por Herus Guimarães Mendes, morto em ação policial do Bope no Morro do Santo Amaro, 8 de junho de 2025, Rio de Janeiro

Manifestação pede justiça por Herus Guimarães Mendes, morto em ação policial do Bope no Morro do Santo Amaro, 8 de junho de 2025, Rio de Janeiro

— Solon Neto/Alma Preta

12 de junho de 2025

Movimentos sociais e representantes de favelas cobraram, na terça-feira (10), a adoção de medidas concretas para enfrentar o alto índice de letalidade entre jovens negros, após a morte de Herus Guimarães Mendes, durante uma operação do Batalhão de Operações Especiais (Bope) na comunidade de Santo Amaro, no Rio de Janeiro.

A reunião foi promovida pelo Ministério da Igualdade Racial (MIR) e contou com a participação de parlamentares, organizações e forças da segurança pública.

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O encontro ocorreu um dia após o envio de um ofício na segunda-feira (9) pelo MIR ao governo solicitando a apuração dos desdobramentos da operação e informações sobre as providências adotadas diante da gravidade do caso.

No documento, o MIR pede esclarecimentos sobre as medidas previstas para reparar os danos à família de Herus e às demais vítimas feridas na ação, além do detalhamento dos protocolos operacionais utilizados pela corporação em operações realizadas em áreas densamente povoadas ou durante eventos públicos.

O ofício também solicita informações sobre as medidas estruturais que o governo do estado do Rio de Janeiro pretende adotar para garantir a proteção da vida dos moradores de comunidades e periferias. Entre as estratégias mencionadas está o Plano Juventude Negra Viva (PJNV), voltado à promoção da segurança e dignidade da juventude negra.

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  • Thayná Santana

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