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Oficina em Congresso Internacional de Jornalismo ensina veículos a criarem um manual de redação 

Atividade discutiu a potencialidade de usar manuais de redação em outros campos da comunicação além do jornalismo a partir da experiência da Alma Preta
O gerente de produtos e comercial da Alma Preta Victor Oliveira ministrou a oficina "como criar um manual de redação?", na 20° edição do Congresso Internacional de jornalismo investigativo, em São Paulo, em 12 de julho de 2025.

O gerente de produtos e comercial da Alma Preta Victor Oliveira ministrou a oficina "como criar um manual de redação?", na 20° edição do Congresso Internacional de jornalismo investigativo, em São Paulo, em 12 de julho de 2025.

— Guilherme Franco/Alma Preta

12 de julho de 2025

O desenvolvimento de manuais de redação foi tema de uma das oficinas da manhã deste sábado (12) durante o 20ª edição do Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo. O evento é promovido pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e acontece em São Paulo.

A atividade apresentou técnicas e dicas importantes a partir da experiência de duas organizações:  da Alma Preta, representada pelo gerente de projetos e comercial, Victor Oliveira, e da COAR Notícias, representada pela sua fundadora Marta Alencar. 

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Alencar compartilhou sua experiência com a criação de manuais de checagem regional, ressaltando a importância dessas ferramentas.

“O manual é um instrumento importante em tempos de questionamento da ética jornalística”, afirmou a fundadora da COAR Notícias. 

Ela enfatizou que esses materiais devem ser atualizados para acompanhar as mudanças na comunicação. “Manuais de redação devem ter prazos de validade, pois o jornalismo vive em constante transformação”. 

Entre os pontos fundamentais apontados por Marta estão: definir a editoria principal do veículo, estabelecer uma linha editorial clara, promover a troca de experiências entre as equipes e realizar uma revisão aprofundada do conteúdo.

Uso de manuais vai além do jornalismo

Na sequência,  Oliveira apresentou a experiência da Alma Preta na construção de seu manual de redação antirracista. Ele enfatizou que o guia ultrapassa o campo jornalístico e pode ser utilizado em diferentes áreas da comunicação.

“Quando começamos a estudar o manual em 2023, percebemos que várias áreas poderiam usar, como no marketing, publicidade, administrativo e RH. Isso porque a comunicação antirracista deve permear diversos setores da nossa sociedade, que precisa ser persuadida pelo jornalismo”, afirmou.

Ele também compartilhou aspectos práticos do processo, como o planejamento orçamentário e o gerenciamento de etapas, elementos fundamentais para tornar o projeto viável.

“Quando você construir um projeto de manual, aceite começar com a área do comercial, entenda as possibilidades. O licenciamento do conteúdo também é muito importante para que a gente proteja a  nossa produção e que ninguém faça uma cópia do material”, orienta. 

O Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo segue até o dia 13 de julho e as inscrições estão abertas no site da Abraji.

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  • Thayná Santana

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