PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Carta à COP30 cobra participação do Legislativo na governança climática

Documento pede criação de grupo oficial para representação parlamentar na ONU, com lançamento marcado para quarta-feira (16) na Câmara
O ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, durante solenidade de assinatura de convênios para realização da COP30 em Belém.

O ministro chefe da Casa Civil, Rui Costa, durante solenidade de assinatura de convênios para realização da COP30 em Belém.

— Fabio Rodrigues-Pozzebom/ Agência Brasil

14 de julho de 2025

Parlamentares brasileiros apresentarão, na próxima quarta-feira (16), uma carta aberta à Presidência da COP30. O documento reivindica o reconhecimento formal do papel do Poder Legislativo na governança climática global, com foco na criação de uma representação parlamentar permanente no âmbito da Convenção-Quadro das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (UNFCCC). 

A proposta será lançada durante a “Comissão Geral para Debater a COP30 no Parlamento Brasileiro”, às 10h, no plenário da Câmara dos Deputados.

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A principal demanda é a formalização de uma “constituency” parlamentar — ou seja, um grupo oficial de representação, nos moldes do que já existe para governos locais e municipais desde 1995. Os signatários defendem que senadores, deputados e vereadores tenham voz ativa e contínua nas decisões da agenda climática internacional, especialmente diante dos desafios para implementar os compromissos do Acordo de Paris.

“É hora de fortalecer o protagonismo dos parlamentos na agenda climática, reconhecendo seu papel na transformação de metas globais em políticas públicas eficazes”, aponta trecho do documento.

Transição climática com justiça social

O texto também reforça a necessidade de uma transição climática justa, inclusiva e equitativa. A carta destaca que políticas climáticas não devem ignorar desigualdades de gênero, raça e etnia. Entre os grupos citados como fundamentais para a formulação da agenda estão populações negras, periféricas, indígenas, quilombolas, camponesas e tradicionais.

Parlamentares de diferentes partidos que requereram a realização da comissão geral destacam o papel central do Congresso Nacional na tradução dos compromissos internacionais em legislações concretas, com fiscalização e transparência das ações do Executivo. O documento sustenta que a atuação parlamentar é essencial também para garantir a continuidade da agenda climática em contextos de instabilidade política.

A expectativa dos organizadores é ampliar o engajamento de parlamentares em processos internacionais de negociação climática, como as Conferências das Partes (COPs), e contribuir para a liderança do Brasil em uma ação climática em Belém, que sedia a COP30 em novembro de 2025.


A carta conta com articulação da Plataforma CIPÓ e do Clima de Política ao nível nacional, além da liderança da GLOBE Legislators internacionalmente. O formulário para adesão de novos parlamentares permanece aberto até o dia 15 de julho, e seguirá disponível após o evento para apoios adicionais no Brasil e em outros países.

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano