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América Latina ganha rede de proteção para comunicadoras negras

Iniciativa visa oferecer acolhimento e proteção jurídica para comunicadoras negras, indígenas e quilombolas
Mulheres negras no Festival Latinidades em 2024, em Brasília.

Mulheres negras no Festival Latinidades em 2024, em Brasília.

— Valter Campanato/Agência Brasil

20 de agosto de 2025

No enfrentamento a violência racial e de gênero no ambiente digital, a Rede Jornalistas Pretos pela Diversidade na Comunicação (Rede JP) lançará, no dia 28 de agosto, a Rede de Proteção Digital para Comunicadoras Negras (REPCONE) no Brasil, no Peru e na Argentina. A iniciativa será apresentada às 19h, por meio de uma transmissão ao vivo no YouTube e no Instagram da página.

A rede reúne ações voltadas ao combate à violência digital, que tem afetado comunicadoras, especialmente mulheres negras nas redes sociais. O programa oferece acolhimento, suporte jurídico em casos de ataques virtuais, além de campanhas de conscientização e estratégias de articulação para o fortalecimento de redes de proteção digital na América Latina.

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O projeto foi desenvolvido pela Rede JP, em parceria com a Mozilla Foundation e o Instituto de Referência Negra Peregum, e terá acesso totalmente gratuito. Além da orientação jurídica, a rede também vai conceder suporte emocional e comunitário para vítimas de crimes virtuais.

Segundo um estudo da Repórteres sem Fronteiras, realizado no Brasil, oito em cada dez jornalistas negras foram alvos de ataques virtuais nos últimos três anos, número que teve um aumento expressivo durante os períodos eleitorais e em coberturas relacionadas a direitos humanos.

O lançamento contará com a participação de especialistas, jornalistas e defensoras de direitos humanos, que irão debater os desafios e estratégias para combater os crimes digitais contra mulheres e grupos racializados.

A mesa de abertura terá nomes como a jornalista Luciana Barreto; Angela Chukunzira da Mozilla Foundation; Sofia Carrillo da Red de periodistas Afrolatinos; Kátia Brasil da agência de notícias Amazônia Real; e o advogado popular Estevão Silva da Associação Nacional da Advocacia Negra (ANAN).

Durante o evento, também será lançado um programa de formação com 50 vagas destinadas a comunicadoras. As selecionadas receberão treinamento em cibersegurança, materiais educativos, orientação psicológica e apoio jurídico especializado.

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  • Thayná Santana

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