A Pequena África, no Rio de Janeiro, recebe, nesta semana, a 8ª edição do Festival Gamboa de Portos Abertos. O evento gratuito ocorre até o próximo domingo (12) e busca valorizar a cultura negra por meio da música e da cultura.
Formado pelos bairros da Saúde, Gamboa e Santo Cristo, o território, próximo à zona portuária da capital fluminense, representa um marco histórico e cultural da diáspora africana no país.
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Com o tema de “Música Ancestral”, o evento homenageia os cantores Áurea Martins, Neném da Favela e o percussionista Adilson Pintado, artistas que viveram no Morro da Providência. No último domingo (5), a abertura do festival realizou a tradicional Lavagem do Coreto da Praça da Harmonia, com cortejo do grupo Afoxé Filhos de Gandhi.
Nos dias 10 e 11 de outubro, a Praça da Harmonia recebe as apresentações de Nilze Carvalho, Terreiro de Crioulo, Roda de Samba da Cabaça, Resenha Black Bom, Grande Companhia Brasileira de Mystérios e Novidades e Angélica de Paula.
Também no sábado, acontece a atividade “Escrevivência: diversos modos de expressão”, com grandes nomes da literatura, como Conceição Evaristo, Ana Maria Gonçalves, Eliana Alves Cruz e Itamar Vieira Junior.
Além da programação musical, o evento contará com oficinas educativas e socioculturais, conduzidas por artistas e educadores, sobre temas como Musicalização Ancestral, Sustentabilidade, Estandartes, Xilogravura, entre outras.
As atividades são gratuitas e realizadas na Fundação Darcy Vargas e no Museu da História e da Cultura Afro-Brasileira (MUHCAB). A programação completa pode ser conferida através do site.
Para a coordenadora geral do evento, Elza Ribeiro, a iniciativa é uma importante maneira de enaltecer e celebrar a cultura negra, especialmente a musicalidade ancestral.
“O 8º Festival Gamboa de Portos Abertos é uma oportunidade para valorizarmos e fortalecermos a música ancestral. É um momento de encontro entre artistas, público e comunidade, onde podemos compartilhar saberes, histórias e experiências que fazem parte da nossa identidade e ancestralidade”.