PUBLICIDADE
PUBLICIDADE

Deputados do PL tentam derrubar decreto que regula uso da força por policiais

Deputados argumentam que norma que dá diretrizes para o uso da força por agentes de segurança pública excede o poder regulador do Executivo
O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN).

O deputado federal Sargento Gonçalves (PL-RN).

— Reprodução/Câmara dos Deputados

13 de novembro de 2025

A Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime Organizado aprovou o Projeto de Decreto Legislativo (PDL) 5/25, que suspende o decreto do governo federal que define regras sobre o uso da força por profissionais da segurança pública. 

O decreto 12.341/24 foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) em 24 de dezembro e estabelece diretrizes para regulamentar a atuação, incluindo responsabilização, não discriminação, razoabilidade e proporcionalidade. 

Quer receber nossa newsletter?

Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!

A medida também determina que as armas de fogo deverão ser utilizadas como último recurso, a ser empregado somente quando os artifícios de menor intensidade não forem suficientes para atingir os “objetivos legais pretendidos”.

O PDL, apresentado pelos deputados federais Marcos Pollon (PL-MS) e Delegado Paulo Bilynskyj (PL-SP) visa sustar os efeitos da norma reguladora. Na justificativa do texto legislativo, Pollon defende que o decreto é inconstitucional por supostamente comprometer a eficácia das ações das forças de segurança pública.

O deputado e relator da matéria, Sargento Gonçalves (PL-RN), argumenta que as normas editadas pelo Executivo excederam o poder de regulamentação. Para ele, as diretrizes criaram obrigações e restrições não previstas em lei, como a implementação do Comitê Nacional de Monitoramento do Uso da Força. 

“O Decreto inovou ao impor obrigações e restrições às forças de segurança estaduais, distritais e municipais e ao condicionar repasses de recursos federais ao cumprimento dessas diretrizes”, declarou o relator.

A proposta ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania antes de ser apreciada pelo Plenário. Para virar lei, o PDL precisa ser aprovado pela Câmara e pelo Senado. 

Apoie jornalismo preto e livre!

O funcionamento da nossa redação e a produção de conteúdos dependem do apoio de pessoas que acreditam no nosso trabalho. Boa parte da nossa renda é da arrecadação mensal de financiamento coletivo.

Todo o dinheiro que entra é importante e nos ajuda a manter o pagamento da equipe e dos colaboradores em dia, a financiar os deslocamentos para as coberturas, a adquirir novos equipamentos e a sonhar com projetos maiores para um trabalho cada vez melhor.

O resultado final é um jornalismo preto, livre e de qualidade.

  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

Leia mais

PUBLICIDADE

Destaques

Cotidiano