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ONU denuncia morte de 89 civis em ataques no leste da RD Congo

Série de ataques ao longo da última semana foi atribuída a grupo ligado ao Estado Islâmico na região de Lubero, em Kivu do Norte; civis também foram saqueados e tiveram propriedades destruídas
Um homem caminha diante de lojas queimadas e danificadas após confrontos em Goma, capital da província de Kivu do Norte, em 30 de janeiro de 2025.

Um homem caminha diante de lojas queimadas e danificadas após confrontos em Goma, capital da província de Kivu do Norte, em 30 de janeiro de 2025.

— Jospin Mwisha / AFP

21 de novembro de 2025

Em missão na República Democrática do Congo (RDC), a Organização das Nações Unidas (ONU) informou nesta sexta-feira (21) que rebeldes do grupo das Forças Democráticas Aliadas (ADF) mataram 89 civis em uma série de ataques ao longo da última semana na província de Kivu do Norte, no leste do país. As informações são da Agence France-Presse (AFP). 

De acordo com o comunicado, os rebeldes realizaram os assassinatos entre 13 e 19 de novembro em vários locais na região de Lubero. O grupo é formado por ugandeses que têm realizado massacres repetidos nas províncias do leste congolês. Há décadas na região, as ADF declararam lealdade ao Estado Islâmico em 2019.

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A ONU afirmou ainda que populações de outras localidades também foram afetadas por graves abusos, incluindo sequestros, saques de suprimentos e medicamentos, incêndios de casas e destruição de propriedades.

Segundo a organização, os ataques realizados nos distritos de Bapere e Baswagha deixaram entre as vítimas pelo menos 20 mulheres e “um número ainda indeterminado de crianças”.

No último sábado (15), ao menos 15 pessoas morreram em um ataque, enquanto a Cruz Vermelha local reportou 23 mortes.

Desde 2021, o exército de Uganda atua ao lado das forças congolesas em Kivu do Norte e em Ituri, mas os rebeldes vêm evitando confrontos diretos e a operação conjunta não tem conseguido conter a violência.

Segundo levantamento da AFP, as ADF mataram mais de 260 pessoas desde julho, a maioria civis.

Há mais de 30 anos, o leste da RDC é palco de disputas entre dezenas de grupos armados. Entre eles está o M23, apoiado por Ruanda, que tomou vastas áreas de Kivu do Norte e Kivu do Sul entre janeiro e fevereiro.

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  • Thayná Santana

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