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Ataques a escolas: 50 crianças escapam de sequestro na Nigéria

País vive série de raptos em escolas e ataques a locais de culto; presidente Tinubu promete resposta, mas crise se agrava
A imagem mostra armários abertos e pertences pessoais espalhados dentro de um dormitório da Escola Católica de Santa Maria, na cidade de Papiri, município de Agwarra, estado de Níger.

A imagem mostra armários abertos e pertences pessoais espalhados dentro de um dormitório da Escola Católica de Santa Maria, na cidade de Papiri, município de Agwarra, estado de Níger.

— Bulus Dauwa Yohanna/ Christian Association of Nigeria (CAN)/ AFP

24 de novembro de 2025

Cinquenta das mais de 300 crianças sequestradas em uma escola católica no estado de Níger escaparam de seus captores, informou neste domingo (23) a Associação Cristã da Nigéria. O episódio integra uma nova sequência de ataques contra escolas e locais de culto no país, que enfrenta escalada de violência armada e sucessivos raptos em massa.

O ataque mais recente ocorreu na sexta-feira (21), quando homens armados invadiram a escola St. Mary’s e capturaram 303 alunos e 12 professores. O presidente Bola Tinubu afirmou que 51 estudantes já foram recuperados e prometeu intensificar ações de segurança.

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A ofensiva contra a St. Mary’s ocorreu dias depois de outro sequestro: 25 meninas foram levadas de uma escola no estado vizinho de Kebbi. Apenas uma conseguiu escapar.

A violência também atingiu uma igreja no estado de Kwara, onde um ataque gravado e divulgado nas redes interrompeu a celebração. Tiros foram disparados, fiéis correram e gritos ecoaram do lado de fora. Trinta e oito pessoas foram levadas e, segundo Tinubu, todas foram resgatadas.

Novos sequestros: mulheres e meninas levadas no nordeste

A violência não se restringe aos ataques contra escolas e igrejas. No sábado (22), 13 mulheres e meninas — entre 16 e 23 anos — foram sequestradas quando retornavam de suas lavouras no estado de Borno. Apenas uma foi libertada, após informar aos sequestradores que era casada. 

As vítimas foram levadas nas proximidades da floresta Sambisa, abrigo de grupos jihadistas que atuam no nordeste da Nigéria.

A crise reacende lembranças do caso Chibok, quando quase 300 meninas foram sequestradas há mais de uma década por militantes do Boko Haram. Desde então, escolas tornaram-se alvos recorrentes de grupos armados que veem nesses espaços oportunidades para extorsão por meio de sequestros.

A ativista Aisha Yesufu, cofundadora do movimento #BringBackOurGirls, afirmou que os raptos persistem porque “as autoridades não fazem nada” para conter as ações dos grupos armados.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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