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Museu Afro Brasil lança guia que mapeia acervos da cultura negra no país

Publicação reúne museus, quilombos, terreiros e coleções particulares de todo o Brasil, visando fortalecer redes de preservação e combater o racismo
Fachada do Museu Afro Brasil.

Fachada do Museu Afro Brasil.

— Reprodução/Museu Afro Brasil

20 de dezembro de 2025

O Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, instituição da Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo, lançou o Guia Rede de Acervos Afro-brasileiros 2026. A publicação inédita, lançada em celebração ao Dia Nacional da Pessoa Museóloga, mapeia 106 iniciativas inscritas em chamamentos realizados em 2024 e 2025.

Segundo a divulgação, o guia se propõe como uma ferramenta de articulação. Ele busca dar visibilidade a experiências que atuam na salvaguarda da história, memória e ancestralidade da população negra no Brasil, muitas delas tradicionalmente invisibilizadas.

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A Rede de Acervos Afro-brasileiros, proposta pelo Museu Afro Brasil, integra uma variedade de espaços e comunidades: museus, arquivos, bibliotecas, povos e comunidades de terreiro e de matriz africana, quilombos, sítios de memória e consciência, pontos de memória, pontos de cultura e coleções particulares espalhadas por todo o território nacional.

A publicação dialoga com temas centrais como o combate ao racismo e à intolerância religiosa, o fortalecimento do afroturismo, o empoderamento de agentes culturais e o estímulo à pesquisa e à cooperação institucional.

Compromisso com a valorização e a construção de políticas de memória

Janderson Brasil Paiva, analista responsável pelo Programa Conexões Museus SP do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo, afirmou em nota à imprensa que o guia “reafirma o compromisso do Museu Afro Brasil Emanoel Araujo com a valorização, a articulação e a visibilidade das memórias e dos bens culturais afro-brasileiros”. 

Segundo ele, a ação “conecta iniciativas de diferentes territórios, fortalece redes de colaboração e reconhece o trabalho de agentes que atuam diariamente na preservação e na transmissão de saberes fundamentais”.

O lançamento no Dia Nacional da Pessoa Museóloga, segundo os envolvidos no material, também presta homenagem aos profissionais que atuam na preservação de acervos, na produção de conhecimento e na mediação entre memória, patrimônio e sociedade.

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  • Giovanne Ramos

    Jornalista multimídia formado pela UNESP. Atua com gestão e produção de conteúdos para redes sociais. Enxerga na comunicação um papel emancipatório quando exercida com responsabilidade, criticidade, paixão e representatividade.

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