Após uma tentativa de golpe de Estado, o Benim realiza no domingo (11) eleições parlamentares e locais. O processo eleitoral ocorre poucos meses antes das eleições presidenciais, marcadas para abril.
A votação acontece em um cenário de instabilidade no país, que ainda se recupera de uma tentativa de golpe em 7 de dezembro. Na ocasião, militares chegaram a anunciar na televisão a deposição do presidente Patrice Talon, que horas depois reapareceu em rede nacional para dizer que o governo mantinha o controle da situação.
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Talon, de 67 anos, governa o país há quase uma década e deve deixar o cargo ao fim do segundo mandato, limite previsto na constituição. Seu sucessor indicado é o atual ministro das Finanças, Romuald Wadagni, apontado como favorito à Presidência. Wadagni terá como adversário o opositor Paul Hounkpe, do partido Forças da Concha para um Benim Emergente (FCBE, na sigla em francês), que mantém acordos com a base governista.
Nas eleições deste domingo, o principal partido de oposição, o Democratas, está impedido de participar das disputas locais e da corrida presidencial de abril, por não ter conseguido reunir assinaturas suficientes para registro.
No entanto, o partido concorre ao parlamento, mas corre o risco de perder ainda mais espaço para o bloco tripartidário de Talon, que atualmente detém 81 das 109 cadeiras da Assembleia Nacional.
A atual lei eleitoral exige que os partidos tenham apoio de pelo menos 20% dos eleitores registrados em cada um dos 24 distritos do país para garantir representação.
Em novembro, foi aprovada uma reforma constitucional no país que ampliou o mandato presidencial para sete anos, com limite de dois mandatos. Com isso, após as eleições parlamentares e a disputa presidencial, o Benim passará vários anos sem novas eleições.
Com informações da Agence France-Presse