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Ocupação indígena contra privatização de hidrovias no Tapajós completa 4 dias

Manifestação dos povos indígenas do Baixo Tapajós denuncia decreto que permite a privatização de hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins
Indígenas protestam em porto da Cargill, em Santarém, no dia 22 de janeiro de 2026.

Indígenas protestam em porto da Cargill, em Santarém, no dia 22 de janeiro de 2026.

— Reprodução/Citatb

26 de janeiro de 2026

A ocupação dos povos indígenas do Baixo Tapajós no porto da empresa multinacional norte-americana Cargill, em Santarém, oeste do Pará, completou quatro dias no último domingo (25). 

O ato pede a suspensão do Decreto nº 12.600/2025, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), em agosto de 2025, que inclui hidrovias nos rios Tapajós, Madeira e Tocantins no Plano Nacional de Desestatização (PND). 

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O documento permite a privatização de serviços de manutenção da navegabilidade, como o de dragagem, que consiste na retirada de sedimentos no fundo do rio visando aumentar sua profundidade e largura. Além do curso da água, a prática coloca em risco a pesca, o território e o modo de vida das comunidades tradicionais da área.

Segundo o Conselho Indígena Tapajós e Arapiuns (Citatb), o governo federal já iniciou os editais de licitação para as empresas realizarem a intervenção. No entanto, as lideranças afirmam que a medida foi validada sem a realização do Estudo de Impacto Ambiental (EIA) e sem a consulta prévia, livre e informada às comunidades. 

Em nota nas redes sociais, a organização informou que houve uma audiência pública com a presença de órgãos governamentais no local da ocupação. Junto às articulações, o coletivo também promoveu rodas de conversa entre os jovens, espaços de escuta e atividades de cuidado com os indígenas integrantes da manifestação.

“Seguimos resistindo e lutando contra o decreto. Nossa luta é legítima e não vai parar. No quarto dia de ocupação na Cargill, seguimos firmes na luta em defesa do Tapajós e da vida”, diz trecho da publicação.  

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  • Verônica Serpa

    Formada em Jornalismo pela UNESP e caiçara do litoral norte de SP. Acredito na comunicação como forma de emancipação para populações tradicionais e marginalizadas. Apaixonada por fotografia, gastronomia e hip-hop.

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