A Federação Senegalesa de Futebol (FSF) criticou nesta sexta-feira (20) a condenação de 18 torcedores senegaleses em Rabat, capital do Marrocos, acusados de vandalismo durante a final da Copa Africana de Nações. O caso aconteceu no mês passado e a entidade considerou a punição severa.
Os torcedores foram condenados na quinta-feira (19) a penas que variam de três a 12 meses de prisão. Nove torcedores foram condenados a um ano de prisão e multa de 5 mil dirhams (cerca de R$ 7 mil). Outros seis receberam seis meses de prisão e multa de 2 mil dirhams (cerca de R$ 2,8 mil) e Três foram condenados a três meses de prisão e multa de 1 mil dirhams (cerca de R$ 1,4 mil ).
Quer receber nossa newsletter?
Você encontrá as notícias mais relevantes sobre e para população negra. Fique por dentro do que está acontecendo!
Os torcedores estão em prisão preventiva desde 18 de janeiro, dia da final da competição, quando o Senegal venceu o Marrocos e conquistou o bicampeonato do torneio.
Em declaração à Agence France-Presse (AFP), o presidente do comitê de comunicação da FSF, Bacary Cissé, disse que a federação recebeu a decisão com indignação. “Expressamos nossa profunda consternação e angústia após o veredicto”, afirmou.
Segundo ele, a punição foi desproporcional. Cissé argumentou que confrontos entre torcedores acontecem com frequência em estádios ao redor do mundo, inclusive no próprio Marrocos, sem que haja esse tipo de condenação.
“Confrontos ocorrem em inúmeros estádios ao redor do mundo, inclusive todos os fins de semana no Marrocos, sem que tais sanções sejam aplicadas. O tratamento dado a esses torcedores, portanto, parece desproporcional”, declarou.
Os réus foram julgados por vandalismo, incluindo acusações de violência contra policiais, danos a equipamentos esportivos, invasão de campo e arremesso de objetos.
Anteriormente, a promotoria do Marrocos já havia defendido a aplicação da pena máxima para parte dos acusados. Segundo a acusação, os réus tentaram interromper a partida e cometeram atos de violência durante o jogo.
O advogado de defesa, Patrick Kabou, classificou a decisão como incompreensível e afirmou que seus clientes são vítimas no caso.